Esportes

Mundial de Clubes: capixaba encontra Diniz e jogadores do Fluminense

José Roberto Pedro, de Vila Velha, viajou sozinho para torcer pelo Flu no Mundial de Clubes, tirou foto e gravou vídeo com Diniz e com os jogadores antes da final

Foto: Acervo pessoal
José Roberto Pedro (primeiro à esquerda) com outros capixabas e o meia Martinelli, destaque do Flu

Muitas horas de viagem, pouco sono, dificuldade para encontrar pontos de comemoração e até dificuldade para encontrar algo pra comer tarde da noite. Perrengue? Nada disso! Tudo é festa para os torcedores tricolores em Jedá, uma das principais cidades da Arábia Saudita e onde o Fluminense disputa, na próxima sexta-feira (22), a final do Mundial de Clubes contra o Manchester City.

Distante cerca de 11 mil quilômetros do Brasil, a cidade saudita recebeu cerca de três mil torcedores do Flu. Entre eles, capixabas.

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É o caso do agente de viagem José Roberto Pedro. Morador de Vila Velha, ele deixou a família no Espírito Santo e viajou sozinho para torcer de perto pelo time tricolor. Na Arábia, encontrou um amigo, Rodrigo Martins, e se juntou a outros tricolores. E não importa qual seja o resultado de sexta-feira, Roberto tem uma certeza: viveu um momento histórico do seu time do coração.

“É uma experiência muito legal. Eu sempre falei que me daria por satisfeito e realizado se o Fluminense fosse pra final, a viagem já teria valido a pena. Temos consciência de toda dificuldade e superioridade do City, mas no futebol nada é impossível e o Flu vem atravessando uma fase muito boa. Se vier a vitória, será maravilhoso”, comemora José Roberto, empolgado com a temporada tricolor:

“Mais do que nunca, saber que tô vendo um momento histórico do clube, um ano inesquecível. Eu fui a todos os jogos da Libertadores no Brasil a partir do jogo contra o River, na fase de grupos. É um ano que vai ficar marcado! E que, provavelmente, nunca mais vai acontecer para time sul-americano nenhum a partir de 2025, no novo formato do Mundial com 32 times e muitos clubes da Europa. Todo mundo comenta isso aqui. Então, é um fato histórico que eu estou podendo estar presente nisso”, comemora.

Dificuldades com a cultura árabe

O torcedor não esconde felicidade por ter assistido de pertinho à vitória do Fluminense sobre o Al Ahly na semifinal, na segunda-feira (18). Mas conta que os brasileiros têm sentido algumas dificuldades culturais no país árabe.

“São questões do próprio país, que se abriu recentemente ao turismo. É tudo ainda muito restrito. Você não pode se manifestar como se fosse no Brasil. Não tem cantoria nas ruas, no shopping. Não tem bebida alcóolica. A cidade é muito legal, muito rica, tudo muito grandioso, mas é uma cultura muito diferente da nossa e o brasileiro aqui tá precisando se adaptar”, conta Roberto, que teve dificuldade para encontrar algum estabelecimento aberto para comerem, após a vitória de segunda-feira:

“Os jogos acabam tarde, demora um pouco para sair do estádio, no caminho de volta não encontramos nada aberto para comermos algo. Tem um shopping anexo ao hotel e lá tinha um supermercado aberto, foi a solução que encontramos para comprar algo e comermos no hotel.”

Vídeo com o técnico Fernando Diniz:

Longe dos filhos, Roberto conseguiu encontrar com o técnico Fernando Diniz e com vários jogadores do Fluminense, como Ganso, André e Samuel Xavier. E gravou com eles vídeos em homenagem aos seus dois filhos, Breno e Rafael.

“Foi a forma que encontrei de ‘compensar’ a ausência deles comigo. Eles têm 10 e 7 anos, o mais velho é apaixonado por tudo que envolve futebol e o mais novo está indo pelo mesmo caminho”, conta o torcedor capixaba, que encarou uma viagem longa para chegar à cidade saudita e vai encarar uma correria para conseguir estar em casa com a família no Natal.

Vídeo com o meia Ganso: 

“Saí do Brasil às 10 horas do sábado e fui pra Roma. De Roma, pra Istambul e de Istambul pra Jedá. No horário do Brasil, cheguei aqui no domingo às 19 horas. Foi bem longa a viagem. É um sacrifício também por causa da data, próximo ao Natal. Vou sair do jogo e ir direto para o aeroporto.”