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O que a fisiologia diz sobre correr de máscara?

O que a fisiologia diz sobre correr de máscara?

O uso de máscara para correr é o assunto do momento. O blog Corrida de Rua hoje reposta um texto do professor e fisiologista Valdir Braga, escritor de “O Cérebro do Maratonista”.

O que a fisiologia diz sobre correr de máscara?

Em tempos de pandemia, o uso de máscaras e o distanciamento social têm se mostrado como medidas efetivas para evitar a disseminação em massa do coronavírus. Mas e quando o assunto é correr?🤔

Essa questão tem deixado os corredores (e cientistas) em dúvida quanto à efetividade do uso de máscaras na prática esportiva. Do ponto de vista fisiológico, especialmente em atividades de alta intensidade, o uso de máscara não só deixa de ser efetivo devido à umidade, como induz à alterações fisiológicas que são prejudiciais à atividade.

Durante o exercício de alta intensidade, a frequência respiratória aumenta muito, aumentando a utilização de oxigênio e, consequentemente, a eliminação de CO2 (parte desse processo é justamente para eliminar ácidos do organismo).

Entretanto, com a máscara (e depende do material que a máscara é feita), o CO2 pode não ser eliminado de maneira adequada, podendo, em casos extremos, levar a uma acidose respiratória. Além disso, o próprio CO2 é um potente estimulador do centro respiratório no cérebro, levando o atleta a aumentar ainda mais a frequência respiratória, diminuindo a performance.

Portanto, DO PONTO DE VISTA FISIOLÓGICO, o uso de máscaras na corrida deve ser limitado apenas aos exercícios de baixa intensidade (Z1-Z2). Se a lei da sua cidade determina o uso obrigatório de máscara, obedeça as regras”.