Ronaldinho Gaúcho e seu irmão Assis podem ser soltos ou transferidos para prisão domiciliar após a audiência na tarde desta terça-feira, em Assunção, no Paraguai. Segundo o Jornal O Lance! os brasileiros dependem da decisão do juiz Gustavo Amarilla para deixar a cadeia.
O ex-jogador e o irmão estão presos há um mês e um dia, após entrar no país com passaportes adulterados.
Desde que chegaram a Agrupación Especializada, uma um quartel da Polícia Nacional do Paraguai transformado em prisão de segurança máxima, os irmãos tiveram três recursos apresentados por sua defesa e negados pela Justiça paraguaia. Esta é a quarta tentativa de tirá-los da detenção.
Prisão
Ronaldinho e Assis chegaram ao Paraguai no dia 4 de março para realizar ações publicitárias de um livro, porém, apresentaram passaportes falsos logo no desembarque. Os documentos diziam que os dois eram paraguaios naturalizados, o que não é verdade.
De acordo com O Lance!, os policiais desconfiaram dos documentos na hora, mas optaram por não realizar as prisões de imediato para não gerar um grande alvoroço no local.
Na madrugada de quarta-feira para quinta, uma equipe policial chegou no local onde os dois brasileiros estavam hospedados para realizar uma investigação, onde encontraram os dois passaportes falsificados. Tanto Ronaldinho como Roberto foram levados à uma delegacia para prestar depoimentos.
O empresário Wilmondes Sousa Lira, que teria sido acusado de confeccionar os documentos falsificados, e as paraguaias María Isabel Galloso e Esperanza Apolonia Caballero foram considerados culpados, pelo Ministério Público, por participarem do esquema.
Porém, Ronaldinho e Roberto Assis teriam sido enganados e, por colaborarem com detalhes ricos à investigação e admitirem culpa no caso, foram enquadrados no esquema de critério de oportunidade pela promotoria paraguaia, que os deixariam livres de qualquer processo judicial no país.
O último recurso parar tirar os irmãos do presídio foi negado no dia 13 de março, uma semana depois da prisão. Desde então, o sistema judicial do Paraguai teve o funcionamento reduzido em decorrência da pandemia do coronavírus.
* Com informações do Portal R7.com