Mitologia sempre foi um assunto que atrai atenção na cultura geek. Não importa de qual país seja, sempre temos visões distintas de como os artistas interpretam esses personagens. Atualmente o assunto que está em alta é a mitologia nórdica, graças ao lançamento do tão aguardado God of War Ragnarök, já disponível para PS4 e PS5, trazendo diversos personagens icônicos dessas histórias.
A equipe de arte do Santa Monica Studio aproveitou toda a criatividade da equipe liderada pelo brasileiro Rafael Grassetti e criou versões únicas dessas figuras mitológicas. Abaixo você confere um comparativo das versões da mitologia, God of War e outros produtos da cultura pop.
Thor
Podemos afirmar que Thor é a persona mais popular da mitologia nórdica. O deus do trovão já apareceu em vários produtos e é um importante inimigo de Kratos no Ragnarök. No conto original, ele é comumente descrito com longos cabelos e barba ruivos, sendo não apenas o deus do trovão, mas também da madeira, tempestades, força e agricultura. Pouco dessas outras características são aproveitadas nas adaptações da cultura pop.
Se diferenciando do que conhecemos de obras como Cavaleiros do Zodíaco e o UCM (Universo Cinematográfico da Marvel), em que ele possui um físico mais definido, Thor ganhou uma roupagem mais fiel à sua origem em God of War Ragnarök. Seus cabelos e barba ruivos marcam presença e sua forma física é mais robusta, além do game incluir membros de sua família que geralmente ficam de fora das adaptações, como seus filhos Magni & Modi.
Freya
Outra grande personagem da mitologia, Freya é mais conhecida pelo nome de Frigga. Na realidade, as duas são deusas diferentes no conto original e as similaridades em suas divindades acabam, às vezes, criando essa desinformação de que são a mesma pessoa. Freya no conto original é a deusa do amor, beleza, fertilidade e riqueza, enquanto Frigga é a deusa mãe dos Aesir, esposa de Odin, assim como nos títulos da saga God of War.
Outra representação interessante de Freya é em Cavaleiros do Zodíaco. Na saga de Asgard, ela é a irmã mais nova de Hilda, a representante do pai de todos na terra. Já no UCM, ela é retratada como mãe de Thor e usa seu nome original (Frigga). No conto mitológico ela é apenas madrasta do deus do trovão, assim como nos jogos da PlayStation.
Angrboda
A gigante que faz sua estreia em God of War Ragnarök também já foi retratada pelo universo da Marvel. Assim como na história nórdica, ela é a esposa de Loki, o deus da trapaça, dando à luz à serpente Jörmungandr e ao lobo Fenrir.
Nos quadrinhos, a personagem mantém boa parte da sua lenda, mas teve uma curta aparição. Já no game, os criadores a colocaram como uma peça-chave na história de Loki e sua jornada em busca de desvendar seu passado. Para descobrir como a adaptação de Santa Monica foi feita, é melhor não deixar de jogar o lançamento mais esperado do ano.
Loki
Filho de gigantes, Loki vive com os deuses Aesir, mesmo não sendo um deles. Conhecido como o deus da trapaça, é o grande pivô dos acontecimentos que levam ao Ragnarök – equivalente ao apocalipse bíblico. Tornou-se bastante popular nos últimos tempos pelo UCM, onde é retratado como o irmão adotivo de Thor. Em Cavaleiros do Zodíaco, outra produção especialista em misturar mitologias, ele aparece como o principal vilão da saga Alma de Ouro, lançada em 2015. No anime, ele planeja destruir Odin e tomar seu lugar como o senhor de Asgard.
God of War utilizou toda essa premissa como forte inspiração, mesclando a história de Kratos com a do personagem. Após a chocante revelação sobre sua identidade no final do jogo de 2018, cabe aos protagonistas desvendar o que Loki representa para os deuses Aesir e qual seu real papel no Ragnarök.
Odin
Obviamente o Pai de Todos é outro personagem icônico da mitologia nórdica que não podia ficar de fora. Sua posição de líder dos Aesir é equivalente à de Zeus no Olimpo. Durante as batalhas, ele utilizava sua lança chamada de Gungnir e montava seu cavalo de oito patas, chamado Sleipnir. Apesar de ser casado com a deusa Frigga, ele já teve diversos casos extraconjugais, assim como o chefe olimpiano.
No UCM, Odin foi interpretado por Anthony Hopkins como um pai sábio e benevolente. Já em God of War Ragnarök, o primeiro encontro entre ele e o protagonista é um dos momentos mais marcantes da trama, fazendo o jogador questionar as verdadeiras motivações do vilão.