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Protesto de funcionários gera atrasos de voos no aeroporto de Guarulhos

O grupo de trabalhadores é contra a proibição uso de telefone celular em áreas de segurança do aeroporto

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Mais de 30 voos foram afetados pela manifestação de funcionários de empresas terceirizadas no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, durante a terça-feira (3). O grupo é contra a proibição uso de telefone celular em áreas de segurança do aeroporto.

Segundo a Gol, pelo menos 34 voos – partindo do aeroporto – sofreram atrasos e três foram cancelados. A Azul também informou à reportagem do Portal R7 que registrou um atraso de voo que tinha como destino Recife.

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Desde junho, todos os funcionários do aeroporto estão proibidos de usar celulares nas áreas de segurança e carga, após determinação da Receita Federal. A decisão foi tomada depois do caso das brasileiras Kátyna Baia e Jeanne Paolini, que ficaram presas injustamente em Frankfurt, na Alemanha, por quase 40 dias.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Auxiliares de Transporte Aéreo do Estado de São Paulo (Sinteata), o direito dos funcionários “foi tirado de forma abrupta e muitos deles possuem filhos pequenos, familiares doentes e/ou mulheres grávidas e necessitam da comunicação imediata”.

Os sindicalistas alegam que já passam por revistas severas ao entrar e sair do aeroporto, por isso não precisam ser penalizados com a medida. 

Entenda a proibição do uso de celulares em Guarulhos

A proibição do uso de celulares em áreas de carga e descarga do aeroporto foi determinada em portaria publicada pela Delegacia da Receita Federal do Aeroporto de Guarulhos. 

A medida entrou em vigor no início de junho, mas até 15 de agosto o uso era permitido dentro de determinadas regras. Agora, o acesso de telefones celulares, tablets e similares, sejam eles de uso particular ou empresarial, só é permitido a funcionários da receita e pessoas que tenham expressa autorização.

No início de março, duas brasileiras foram presas no aeroporto de Frankfurt, na Alemanha, após a polícia local apreender duas malas etiquetadas com os nomes delas e que continham 20 quilos de cocaína. 

A Polícia Federal do Brasil identificou através de imagens de câmeras de segurança que funcionários que trabalhavam no setor de cargas do aeroporto de Guarulhos haviam trocado as etiquetas das malas. Ainda assim, as brasileiras ficaram 38 dias presas até serem libertadas.

Em nota, a Receita informou que não existe proibição de uso de celulares empresariais no Aeroporto de Guarulhos. A medida abrange os telefones particulares em áreas restritas.

“A proibição abrange apenas o uso de celulares particulares nas áreas restritas mais sensíveis do aeroporto (armazéns, pátio e pista). Nessas áreas é autorizado o uso de celulares empresariais que não permitem a tomada e divulgação de imagens, protegendo assim a privacidade dos envolvidos e a segurança de toda comunidade. Também em relação a esse assunto, a Receita Federal esclarece que não tem tratamento diferente dos demais órgãos reguladores que atuam no aeroporto”.

Com informações do Portal R7 e Estadão.