O desaparecimento da médica Jaqueline Colodetti completa uma semana nesta quarta-feira (11) e a família continua empenhada a encontrá-la. A cardiologista desapareceu no dia 3 de abril, enquanto voltava de Domingos Martins, na Região serrana do Estado, para Cariacica. Desde então, tudo o que os familiares têm em mãos são pistas de possíveis paradeiros.
No início da semana, familiares de Jaqueline direcionaram as buscas para a Bahia, após receberem a informação de que a médica teria pego uma carona até a cidade de Poções. Sete familiares viajaram para o estado baiano na tentativa de encontrar novas informações sobre a médica, mas até o momento não há nenhuma novidade.
Segundo a cunhada de Jaqueline, Rosali Ferreira Colodetti, a família recebeu algumas ligações de pessoas informando que ela foi encontrada, mas em nenhum dos casos tratava-se da médica.
‘Decidimos que ninguém mais vai para a Bahia, por enquanto, porque ainda não alinhamos as informações que temos. Eles estão parando em postos de gasolina lá na Bahia, mostrando a foto dela, espalhando cartazes, mas não temos muitas informações. Alguns ligam falando que ela foi encontrada, mas aí pedimos para mandarem a foto e vimos que na verdade é outra pessoa. Não temos novidades, mas ainda temos muita esperança de encontrá-la”, disse.
Carona
De acordo com a sobrinha de Jaqueline, Bárbara Colodetti, um caminhoneiro entrou em contato com a família, na noite de domingo (08), dizendo que havia dado a carona para a médica. Ele disse que Jaqueline embarcou na cidade de Planalto, também na Bahia, a cerca de 25 km de Poções.
“O que nos fez acreditar que realmente esse caminhoneiro esteve com minha tia foi o fato dele ter dito coisas sobre ela que não havíamos divulgado e que só a família mesmo sabia. Além disso, as descrições passadas por ele batiam com as dela. Disse que era uma mulher magra, loira, que dizia ter três filhos. Ele falou também que ela estava assustada, não queria ser reconhecida por ninguém e que, quando via a polícia, pedia para ele não parar o caminhão e seguir viagem”, ressaltou.
Bárbara acrescentou também que, segundo as informações passadas pelo caminhoneiro, a médica aparentava estava seguindo sem rumo definido. “Ela disse que queria ir para a próxima cidade, mas não sabia qual era. Ela está seguindo sem um destino certo. Portanto, analisando os fatos, pode ser verídica a informação que ela teria sido vista em Venda Nova do Imigrante e em Manhuaçu (MG). Ainda não sabemos ao certo o que aconteceu, mas acreditamos que ela esteja fora de si e tenha tido um ‘apagão'”, destacou.
“Acredito que agora ela já não esteja mais em Poções, mas essa informação de que ela esteve lá já é uma pista. Mas há um mundo de possibilidades de onde ela pode estar agora. Por isso, é fundamental que quem tiver qualquer informação sobre o paradeiro dela, que entre em contato com a família ou com a polícia”, frisou.
O desaparecimento
Jaqueline desapareceu quando voltava de Domingos Martins, região serrana do Estado, para Campo Grande, em Cariacica, onde mora e tem uma clínica médica.
Segundo a família da cardiologista, o caseiro de um sítio contou que viu a médica dentro do carro dela próximo a ponte do Rio Jucu. O veículo foi encontrado com todos os pertences. Apesar de não ter nenhum problema de saúde, a família acredita que Jaqueline possa ter tido um ‘apagão’.
Após o desaparecimento da médica, equipes do Corpo de Bombeiros e voluntários têm realizado diversas buscas principalmente na região onde Jaqueline foi vista pela última vez, entre Viana e Domingos Martins.
Informações
Jaqueline é loira, tem os olhos claros e estava vestida com uma calça jeans clara e uma blusa vermelha. Quem viu a médica ou tem informações sobre o paradeiro dela, pode entrar em contato com a família pelo telefone (27) 9 9946-4528.