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Amor de mãe: grávida abre mão de tratar câncer para salvar gêmeos

Agora ela luta pela vida em tratamento contra a doença. Ela foi diagnosticada com câncer no sistema linfático aos 23 semanas de gravidez, e negou a opção médica de abortar as crianças

Amor de mãe: grávida abre mão de tratar câncer para salvar gêmeos
Holley não quis fazer o tratamento contra o câncer para ter os filhos Foto: R7

Holley Tierney arriscou a vida por amor aos filhos. Ela foi diagnosticada com câncer no sistema linfático na 23ª semanas de gravidez, e negou a opção médica de abortar as crianças para poder passar pelo tratamento.

A professora de dança foi ao hospital com dores no peito e um exame apontou um tumor. A indicação médica era parar a gravidez para iniciar a quimioterapia, mas ela negou o tratamento para conseguir ter os bebês.”

A situação era muito complicada porque a cada momento em que ela ficava mais fraca, os bebês ficavam mais fortes e se preparavam para nascer. “Vê-los nascer saudáveis foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida. Foi um risco que eu escolhi passar e eu não poderia estar mais feliz.”

Para ela, enfrentar o câncer durante a gravidez foi um grande medo. “Eu não conseguia acreditar que essa doença me atacava bem no meio da gravidez. Estava apavorada que alguma coisa poderia acontecer com meus bebês.”

A mulher esperou ao máximo para fazer uma cesárea para ter os filhos prematuramente. “Os médicos queriam que eu tivesse os bebês logo para começar o tratamento, mas eu queria chegar a pelo menos 30 semanas, para eles ficarem bem. A doença estava muito forte e, quando estava com 29 semanas, os médicos disseram que não dava mais para esperar.”

Os bebês foram levados direto para a unidade intensiva de tratamento, já que pesavam pouco mais de 1 kg cada. “Fiquei muito feliz quando soube que eles eram bebês saudáveis, mas a única coisa que me vinha à cabeça era que eu não poderia vê-los crescer.”

Holley começou o tratamento com quimioterapia uma semana após o nascimento dos filhos, e teve de lidar com o cansaço e a queda de cabelo.” Foi realmente muito difícil, mas eu sabia que precisava ser forte. Eles lutaram para nascer e eu precisava me esforçar para ficar bem.”

A mulher já passou por cinco sessões de quimioterapia e vai começar a radioterapia em janeiro. As crianças ficaram internadas por 11 semanas e já estão em casa descansando com a família.

Com informações do Portal R7