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Após enquete de Lula, capixabas opinam sobre a possível volta do horário de verão

Presidente eleito fez uma pesquisa numa rede social e maioria aprovou o retorno de adiantar os relógios em uma hora na estação mais quente do ano

Foto: Divulgação

O assunto da semana, depois da lista dos convocados do técnico Tite para a Copa do Catar, foi a possível volta do horário de verão. 

As opiniões são divididas quando o assunto é horário de verão. Para alguns, alterar os ponteiros do relógio é sinônimo de sofrimento.

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“Quem trabalha no período da manhã, tem que acordar mais cedo ainda e perder uma hora de sono é muita coisa, quer queira quer não”, ressalta o operador de máquinas Guelder Cordeiro. 

Mas há quem goste de ver o dia clarear mais cedo. 

“Para mim, o horário de verão era um brinde porque eu saía às cinco da tarde e ainda havia a luz do sol. Eu torço para que ele volte”, lembrou o aposentado André Coldre. 

Foto: Reprodução TV Vitória

O aposentado André Coldre gosta do horário de verão pois tem a impressão de que o dia é mais longo para se divertir e passear

“No meu dia-a-dia, eu não vejo nenhum tipo de mudança porque eu me adequo em uma ou duas semanas e consigo me adaptar ao horário”, observa o vendedor Sávio Queiroz.

Foto: Reprodução TV Vitória

Para o vendedor Sávio Queiroz, o horário de verão é indiferente pois ele consegue se adaptar rápido

O assunto voltou a gerar discussões depois que o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu uma enquete em uma rede social para saber se o brasileiro quer ou não a volta do horário especial. 

Mais de dois milhões de pessoas votaram. Até a tarde desta terça-feira (08), 66% dos internautas responderam que querem o retorno. Para 33%, nada deveria ser mudado.

O horário de verão no Brasil foi instituído em 1931 por Getúlio Vargas. A partir dos anos 80, passou a vigorar sem interrupções. Desde então, com a proximidade da estação mais quente do ano, os relógio eram adiantados em uma hora. 

Com os dias mais claros, muita gente aproveitava as horas extras de sol para caminhar pela praia, fazer exercícios ou simplesmente passear depois do trabalho. 

Em 2019, isso deixou de ser possível quando o presidente, Jair Bolsonaro (PL), suspendeu o horário de verão por meio de decreto. Na época, o Ministério de Minas e Energia alegou que a medida não trazia mais economia.

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Segundo pasta, a redução da economia do horário de verão começou a ser percebida e questionada em 2017, quando foi registrada uma queda de consumo da ordem de 2.185 megawatts, equivalente a cerca de R$ 145 milhões. 

Em 2013, a economia havia sido de R$ 405 milhões, caindo para R$ 159,5 milhões em 2016, uma diminuição de 60%.

Para Pablo Muniz, professor de Engenharia Elétrica do Ifes, além de redução nos gastos, o horário de verão também diminuía o impacto na capacidade do sistema elétrico.

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Para Pablo Muniz, professor de Engenharia Elétrica do Ifes, o horário de verão pode contribuir para o não encarecimento de energia elétrica

“Parte do país entrando no horário de verão e a outra parte não entrando, mesmo com as pessoas mantendo o hábito de consumir muita energia, você deslocava isso. Não era simultâneo. O pico de consumo com todo mundo junto, você podia ter o mesmo consumo no final do dia mas esse consumo era mais espaçado”, explica.

O horário de verão era aplicado em estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste além do Distrito Federal. Muniz acredita que, caso seja retomado, o horário de verão poderá reduzir a necessidade de investimentos no setor.

“Trazendo de volta o horário de verão, você pode evitar a necessidade de novos investimentos no sistema interligado nacional, no sistema elétrico de potência. Se houver esses novos investimentos, isso acaba refletindo na tarifa de energia elétrica”, concluiu.

Com informações do repórter Rodrigo Schereder, da TV Vitória/Record TV