Artesãos capixabas vão sair do Espírito Santo para expor produtos na 30ª Feira Nacional de Artesanato, que acontece em Belo Horizonte, MG. É o maior evento do gênero de toda a América Latina.
Ao todo, cinco grupos do estado vão para a capital mineira apresentar bordados, crochês, pinturas, peças de decoração e comidas artesanais. Representantes de Aracruz – com artesanato indígena -, Regência, Povoação e Baixo Guandu, todos de comunidades que foram atingidas pelo rompimento da barragem em Mariana, MG, em 2015, vão participar do evento.
A Associação dos Artesãos e Assemelhados de Regência e Região vai à Feira Nacional. A artesã Claldenisia Correia está com expectativa positiva. “A ida à feira nos proporcionará o conhecimento do mercado. Lá, poderemos ver o que o temos de novo. Esperemos que nossa participação possa nos acrescentar e que nossas vendas sejam um sucesso”, diz.
Essas comunidades já vinham recebendo apoio da Fundação Renova, responsável pelas ações de reparação dos danos causados pela Samarco, em qualificações na área do artesanato e manifestações culturais. Inclusive, a viagem dos grupos vai ser custeada pela Fundação.
“Além da exposição e comercialização dos produtos, a ideia é proporcionar a convivência entre os grupos. Assim, há uma troca de conhecimentos acerca de necessidades, demandas, oportunidades de mercado. Com o evento, eles conhecem outros expositores, firmam parcerias e evoluem profissionalmente”, diz o especialista em Economia e Inovação da Fundação Renova, Roberto Ruggeri.
A 30ª Feira Nacional de Artesanato já acontece no Expominas, em Belo Horizonte, e segue até o dia 8 de dezembro. Comunidades de Minas Gerais, que também foram atingidas pela tragédia de Mariana, também vão expor produtos.