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Vinte e seis anos foram necessários para que um candidato aprovado em um concurso da Polícia Civil fosse, finalmente, nomeado ao cargo. Adelino Pereira Galdino participou de um processo seletivo estadual em 1993. No entanto, somente nesta quinta-feira (17), teve o nome publicado no Diário Oficial do Estado, sendo nomeado ao cargo de investigador.
Na época do concurso, Adelino foi classificado na 635ª colocação para o cargo, mas nunca havia sido convocado para ocupar a vaga. O candidato precisou acionar a Justiça para conseguir o direito.
Na decisão, o juiz entendeu que Adelino cumpriu todas as fases do concurso e determinou que o Estado realizasse a nomeação do candidato. Caso a determinação não fosse cumprida, uma multa diária de R$ 1 mil havia sido fixada.
“Na hipótese de não cumprimento desta determinação, fixo a multa diária de R$ 1.000,00 (um mil reais), até o limite de R$ 30.000,00 (trinta mil reais), nos termos do artigo 537, do Código de Processo Civil, sem prejuízo da adoção de outras medidas de cunho criminal, administrativo, cível e processual, voltadas à efetivação da ordem, podendo a multa incorrer na pessoa da Sra. Secretária de Estado de Gestão e Recursos Humanos”, diz a decisão.