Dizem que a vontade de viver tem muita força e pode superar até o que alguns consideram impossível. Quando tudo parece já não ter mais solução, driblar os problemas e conseguir encará-los frente a frente parece ser um desafio de “gente grande”, mas uma capixaba prova o contrário e mostra que não tem idade para lutar pela vida.
Nesse 08 de março, Dia Internacional da Mulher, a história em destaque no jornal online Folha Vitória é a de uma pequena mulher que, apesar da pouca idade, já carrega na bagagem experiências de vida de quem já passou da casa dos 20.
Há 3 anos, Evellyn Hellen Ferreira, de 12 anos, foi diagnosticada com leucemia linfocítica aguda do tipo T, considerada uma das mais graves. A partir de então, os médicos iniciaram o tratamento com quimioterapias pesadas. No entanto, em fase de manutenção, a doença voltou com um agravante, sendo necessário um transplante de medula.
“Esse tipo de leucemia é a mais grave e mais difícil de tratar. Com o tratamento a doença foi zerada, mas logo depois voltou com um agravante e os médicos disseram que ela precisava de um transplante de medula. Conseguimos a doadora 100% compatível, mas no decorrer do tempo a doença voltou novamente e não foi possível fazer o procedimento. Um novo tratamento foi iniciado e ainda assim não zerou”, explicou a mãe da menina.
Com a situação da filha, a mãe, Andrew Ferreira Leitte, de 34 anos, precisou deixar o emprego. Ela explicou que, há cerca de 20 dias, a médica revelou que Evellyn entraria nos cuidados paliativos.
“Para eles é como se ela estivesse no final da vida. Eu não aceito isso, não vou aceitar.”
O tratamento paliativo é feito em dosagem baixa e menor para, segundo os médicos, manter boa qualidade de vida. Como já foram feitas muitas quimioterapias, o organismo não suporta mais dosagens altas, então esse é o procedimento recomendado.
Apesar de todas as dificuldades, a pequena Evellyn continua com o sorriso no rosto e fazendo o que gosta. Recentemente, ela iniciou aulas de surf e, com liberação médica, também voltou a estudar. Segundo a mãe, às vezes ela chega fica preocupada, mas é sempre muito bem tratada e o segredo é aprender a não viver a doença.
“Ontem ela me falou que estava com medo de morrer e de acontecer alguma coisa, então falei para pensar positivo. Na minha casa tem minha mãe, os irmãos dela que se envolveram muito nisso e a gente se uniu mais. Eu também descobri que sou extremamente forte porque sou pai e mãe de três, e passar por isso tudo e ainda conseguir colocar um sorriso no rosto, não é fácil”, desabafa.
Diante da atual situação, a família agora procura um tratamento alternativo para Evellyn.