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Carnaval: vai levar o pet para a folia? Veja cuidados

Animais de estimação são mais sensíveis ao calor e ao barulho. Especialistas explicam os cuidados necessários para a folia sem causar estresse

Foto: reprodução / freepik

Após dois anos sem shows e grandes eventos devido à pandemia de covid-19, o Carnaval 2023 pode ser considerado o mais esperado por muitos brasileiros. Durante os dias de folia, muitos “pais de pet” não querem deixar seus animais de estimação fora da diversão.

Para isso, consultamos alguns especialistas, que separaram dicas essenciais para quem quer colocar não só o bloco na rua, mas também levar o animalzinho para a folia em segurança.

Verifique se o bloco ou a festa de Carnaval é pet friendly

O médico veterinário Diogo Garnica destaca a importância de levar os pets para eventos próprios para eles. Os chamados “pet friendly”.

“É importante que os animais sejam levados para ambientes onde eles são bem-vindos. Há bloquinhos próprios para eles. Onde estarão reunidas pessoas que gostam, aceitam e vão tomar cuidados com os pets”, orientou.

Além disso, o médico reforçou que é importante observar o comportamento do animal, já que alguns deles são mais sociáveis, gostam de se relacionar, brincar e outros não.

Destaque especial para os gatos, que são caracterizados por serem antissociais e, por isso, levá-los para curtir o Carnaval pode não ser uma boa ideia.

Cuidado com o barulho e o calor   

Não é novidade para muitos tutores de cães que há inúmeros fatores fisiológicos que os tornam muito mais sensíveis que nós, seres humanos. Por isso, em dias de folia, o calor excessivo e o som alto são dois grandes vilões. O médico explica o porquê:

Foto: Reprodução / Instagram
Diogo Garnica de Sousa é médico veterinário

“Os cães têm a audição muito aguçada, por isso ambientes com som muito alto podem gerar incômodo, estresse e agitação no animal. Outro fator agravante é que fevereiro e março são meses muito quentes e os cães transpiram somente pela língua, o aumento abrupto da temperatura corporal do animal pode causar o que chamamos de intermação. Condição essa que pode até levar o animal a óbito”, explica o médico. 

Segundo Diogo, o ideal é que os tutores saiam com seus animais nos horários menos quentes do dia, ou seja, antes das 9h e depois das 16h.

Com os animais braquicefálicos, aqueles conhecidos por apresentarem uma cabeça de formato “achatado” e o focinho de tamanho “encurtado” o cuidado deve ser redobrado, pois suas características físicas os tornam ainda mais suscetíveis a intermação devido a maior dificuldade de respirar apresentada por eles. 

A orientação é que tenha água fresca a disposição do animal durante todo o passeio. Além disso, deve-se tomar cuidado com a ingestão de água contaminada que podem causar doenças gastrointestinais nos animais.

Não exagere nas fantasias!

O médico ainda alerta sobre a importância de não exagerar nas fantasias, uma vez que o uso de muitos adereços podem causar ainda mais calor e desconforto aos animais.

Outro ponto reforçado pelo médico é a importância de manter a vacinação e a vermifugação dos animais em dia. Claro, não só para o Carnaval, mas para a saúde do seu pet.

“No verão, época marcada por muita chuva e calor, os riscos de os animais se contaminarem com doenças como verminoses, por exemplo, é muito maior. Por isso, estar seguro de que seu pet está com a vacinação em dia é um fator importante para curtir a folia sem preocupações”, reforçou o médico.

Não esqueça a coleira ou a guia

Por fim, o médico assegura a importância de levar o cãozinho com uma guia ou coleira já que esse é um adereço que na maioria das vezes é deixado de lado.

“Aqui no Estado do Espírito Santo é comum ver cães de pequeno, médio e grande porte circulando sem guia ou coleira. É preciso se atentar ao fato de que nem todo animal é dócil e isso pode gerar episódios desagradáveis em ambientes com muita gente, como o Carnaval”, destacou Diogo.

Alerta para pelagem clara e patinhas

A médica veterinária dermatologista de cães e gatos Andressa Oggioni reforça que os cuidados devem ser redobrados com os animais de pelagem clara e também com as patinhas dos pets. 

“Animais com partes claras como pelos ou focinho devem utilizar protetor solar próprios para eles. Tais produtos podem ser encontrados prontos ou podem ser manipulados. Além disso, as patinhas dos animais também são mais sensíveis e o chão quente pode causar queimaduras”, aconselhou a médica veterinária. 

Gostou das dicas? Agora é só se preparar para curtir a folia com seu melhor amigo!

*Texto da estagiária Nayra Loureiro com supervisão da editora Erika Santos