A próxima sexta-feira (12) marca o Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil, e a para conscientizar a sociedade de que crianças e adolescentes não devem trabalhar, a Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) preparou uma vasta programação.
Nesta quarta-feira (10), as 14 unidades do Cajun fazem a entrega de nova remessa de sacolas de atividades, das 9 às 16 horas, por agendamento prévio. No total, são 1,4 mil delas. Na segunda (15), será a vez de as famílias atendidas nos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas) serão contempladas com os materiais.
As sacolas contam com caça-palavras, jogo da velha, revista em quadrinhos, revista de atividades sobre o trabalho infantil, cola e papel colorido, lápis com catavento (símbolo da campanha de enfrentamento ao trabalho infantil), bolas de soprar, quadrinho e molde para fazer um catavento.
Vídeos
Durante a semana, estão sendo publicados vídeos nas redes sociais do Cajun (Instagram @cajun.vitoria) em relação à temática. “Neles, as equipes ensinam a fazer atividades com o material da sacola. Solicitamos aos responsáveis trazer de volta as cartinhas feitas pelas crianças e pelos adolescentes do Cajun, juntamente com o desenho do herói que eles criaram para combater o coronavírus e pegar as novas atividades”, disse a coordenadora dos Serviços de Convivência para Crianças e Adolescentes, Anacyrema da Silveira Silva.
Programa de Erradicação do Trabalho Infantil
O Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti) fez um cronograma com diversas ações. A programação começa com o curta “Entre Paredes”, de autoria de Lorena Lima e José Eduardo.
O vídeo abre uma série de contribuições de artistas capixabas convidados exclusivamente para abordar temáticas de luta contra o trabalho infantil.
O menino Zé e sua mãe formam uma família, assim como muitas que existem nesse mundão afora. Ela sai para trabalhar e ele deseja ir para a escola. O dia a dia de ambos é cheio de obrigações, mas ele ainda espera ter tempo de ser criança. Os personagens abordam um dos temas mais cotidianos dessa violação: o trabalho infantil doméstico.
GIF’s
Durante este mês, serão disponibilizados nove GIF’s, que são imagens para serem divulgadas nos grupos de WhatsApp, para sensibilizar os profissionais dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras), Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas), Serviços de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (Cajuns) e famílias de crianças e adolescentes atendidos na rede socioassistencial do município.
Cartilha
O Peti também vai disponibilizar uma cartilha informativa sobre as consequências do trabalho infantil e a importância de garantir às crianças e aos adolescentes o direito de brincar, estudar, sonhar e compartilhar vivências que são próprias da infância, contribuindo decisivamente para o seu desenvolvimento.
A cartilha ainda promove o fortalecimento de vínculos familiares e comunitários, a autoestima, a valorização e o protagonismo de crianças e adolescentes.
Dados
“No total, 62,7% das crianças e adolescentes que trabalham precocemente no Brasil são negros. Quando se fala de trabalho infantil doméstico, o número salta para 73,5%, mostrando que as crianças negras são as que mais trabalham em casa. Desse total, 94% são meninas. Ou seja: o trabalho infantil tem gênero e tem cor. Então, lute contra o trabalho infantil doméstico”, disse o referência técnica do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti), Thauan Pastrello.
Infância
“Neste período de pandemia, os impactos socioeconômicos aumentam as desigualdades sociais e potencializam as vulnerabilidades das famílias. Estamos trabalhando cada vez mais articulados para garantia dos direitos das crianças e adolescentes , promovendo e defendendo uma infância sem trabalho infantil e uma adolescência com trabalho protegido”, explica a secretária em exercício de Assistência Social, Brunella Tiburtino Aloquio Teixeira.