O Cazaquistão negou nesta sexta-feira (10) as informações divulgadas pela embaixada da China no país, sobre uma o registro de uma “pneumonia desconhecida”, que teria taxa de letalidade mais alta que a covid-19.
“O Ministério da Saúde da República do Cazaquistão oficialmente declara que esta informação não se ajusta com a realidade”, diz comunicado oficial, que foi divulgado junto com uma imagem que continha a inscrição “notícia falsa”.
Na quinta-feira (9), veículos de imprensa da China, como “Global Times”, “South China Morning Post” e “CGTN”, veicularam que a embaixada da China na antiga república soviética postou na plataforma WeChat informações que teriam sido extraídas da mídia cazaque, sobre a incidência de pneumonia nas cidades de Atirau, Aktobe e Shymkent.
“A taxa de letalidade da doença é muito mais alta do que a do novo coronavírus”, aponta o texto da representação diplomática.
Hoje, as autoridades da antiga república soviética indicaram que a contabilização de casos da doença, seja de origem bacteriana, viral ou fúngica, que também incluem “pneumonias virais de organismos não especificadost”, estão dentro das diretrizes da Organização Mundial de Saúde (OMS).
“É importante destacar que a OMS introduziu códigos de pneumonia na Classificação Internacional de Doenças, nos casos em que a covid-19 é diagnosticada clinica ou epidemiologicamente, por exemplo, com as opacidades in vitro nos pulmões afetados, mas não com confirmação em laboratório”, aponta o comunicado.
“O Cazaquistão, como outros países, mantém um registro e uma vigilância nestes tipos de pneumonias, com o objetivo de tomar decisões oportunas, voltadas a estabilizar a incidência e a prevalência da covid-19”, completa o texto.
A antiga república soviética registrou nas últimas 24 horas 1.726 casos de infecção pelo novo coronavírus, elevando o total para 54.747. No território cazaque, desde o início da pandemia, 264 pessoas morreram em decorrência da contaminação pelo patógeno.
* Com informações do R7.com