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Cirurgias, sem caráter de emergência na rede privada, estão suspensas no Espírito Santo

A medida foi publicada no Diário Oficial e vale para todos os hospitais da rede privada do estado

Foto: Unplash
A decisão tem validade de 30 (trinta) dias 

Em decisão publicada nesta segunda-feira (22), no Diário Oficial do Espírito Santo, o governo do Estado determinou a suspensão imediata das cirurgias eletivas não-essenciais nos hospitais particulares. A medida deve ser cumprida por todas as unidades dos 78 municípios capixabas. 

Ainda de acordo com o decreto, só poderão ser realizadas as cirurgias agendadas para as próximas 72 horas. A decisão terá validade de 30 (trinta) dias, e começa a valer a partir desta quinta-feira (25). 

O superintendente do Sindicato dos Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Espírito Santo (Sindhes) e médico, Manoel Gonçalvez Carneiro, explicou que quem decide pela realização das cirurgias são os médicos com os pacientes e não os hospitais. No entanto, segundo ele, com o agravamento da pandemia no estado, a rede particular já vinha apresentando uma queda natural de cirurgias eletivas. “Com o decreto agora a tendência é pela redução. A intenção é reservar material e medicamento. Não gastar o que tem”, ponderou Manoel. 

Ele explicou também que não faltam leitos para essas cirurgias, já que os leitos para tratamento da covid-19 são separados, devido ao isolamento que os pacientes de coronavírus necessitam. 

O decreto faz parte do pacote de medidas que o governo do Estado tomou na última terça-feira (16), com o fechamento por 14 dias de serviços não essenciais. O objetivo é conter o avanço da doença, já que de acordo com o painel covid da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), do dia 21 de março, a ocupação de leitos de UTI estava em 93,59%.  

Leia mais: Hospitais da rede privada estão com dificuldade para garantir leitos, diz secretário de Saúde

A suspensão das cirurgias na rede privada também foi anunciada na sexta-feira (12), pelo secretário de Saúde, Nésio Fernandes. De acordo com ele na coletiva, diversos hospitais privados do Estado apresentam alguma dificuldade na garantia de vagas para atender pacientes de planos de saúde. 

“A rede (privada) precisa garantir o acesso a todos os segurados do plano de Saúde e poder ofertar leitos à rede pública de Saúde. As cirurgias no Estado já foram suspensas e algumas foram mantidas, mas vamos suspender agora também”, finalizou ele.