Vinte e seis dias após anunciar que não haveria desfile das escolas de samba no próximo carnaval, em função do corte de verbas oferecidas pela prefeitura do Rio, os presidentes das agremiações afirmaram nesta segunda-feira, 10, após reunião com o prefeito Marcelo Crivella (PRB), que o desfile será realizado, provavelmente com algumas mudanças para que as escolas economizem, e os ensaios técnicos é que correm o risco de desaparecer.
O gasto da Liga das Escolas de Samba do Rio (Liesa) com os ensaios técnicos é de aproximadamente R$ 4 milhões por temporada, segundo a entidade. Além disso, cada escola gasta de R$ 150 mil a R$ 200 mil em cada uma dessas exibições, estimou o presidente da Mangueira, deputado estadual Chiquinho da Mangueira (PTN). Cada escola faz um ensaio por carnaval. Desfilam nesse período 26 escolas – 13 do Grupo Especial e 13 da Série A, correspondente à segunda divisão.
“Não vai ter ensaio técnico. Cada ensaio custa para as escolas de R$ 150 mil a R$ 200 mil. Não temos como arcar com isso quando há corte de verbas”, afirmou Chiquinho da Mangueira ao site G1 após a reunião desta segunda-feira. Horas depois, após ser alvo de muitas críticas pelas redes sociais, a escola voltou atrás e informou, por meio de nota, que “a possibilidade de não serem realizados os ensaios técnicos (…) ainda será decidida em comum acordo pela Liesa e por todas as escolas, com base na viabilidade financeira de cada agremiação. A Mangueira acatará a decisão do colegiado em realizar ou não o ensaio técnico na Sapucaí, porém não deixará de apresentar sua alegria pelas ruas. Uma alternativa será levar seu ensaio técnico para outro lugar, com custos operacionais viáveis e aberto a toda a nação mangueirense e aos foliões da cidade”.
Outras decisões
Ainda que esses R$ 500 mil sejam confirmados, o valor oferecido pela prefeitura às escolas para o próximo desfile vai diminuir R$ 500 mil em relação ao carnaval passado, quando foram pagos R$ 2 milhões.
Para reduzir os gastos, a Liga estuda diminuir o número de carros alegóricos por escola – atualmente cada uma precisa desfilar com pelo menos cinco e no máximo seis alegorias.