O Corpo de Bombeiros segue combatendo uma área de incêndio em uma turfa no bairro Laranjeiras Velha, na Serra. São mais de 129 mil m² incendiados. Até o momento, 30% do fogo já foi contido.
“Já atuamos no local há cerca de uma semana. Desde o primeiro dia pra cá, estimamos uma melhora em torno de 30 a 40% da área queimada, mas é um trabalho lento devido à grande quantidade de água necessária pro combate”, disse o comandante da operação Capitão Andrade.
A área fica dentro de uma fazenda, em um terreno particular. Por ser uma região de difícil acesso, foi complicado para os bombeiros encontrarem o local. Os moradores percebiam a fumaça, mas não sabiam dizer de onde ela vinha.
“A gente encontrava a área, mas não encontrava o acesso, porque são vários conglomerados urbanos, propriedades rurais, particulares, pra ter acesso pro combate. Gastamos cerca de 1 dia para encontrar”, explicou.
Veja fotos do incêndio:
A expectativa do Corpo de Bombeiros é que o trabalho seja finalizado nos próximos dias, com o apoio da Cesan.
“Está chovendo no momento e continua queimando. Então, nós precisamos de uma grande quantidade de evasão de água. Nós fazemos o loteamento do terreno e tratamos com alagamento. Temos que agradecer a Cesan que em breve vai instalar algumas bombas de maior porte. Com a chegada desse reforço, pode ser poucos dias, mas é imprevisível”, disse o Capitão.
O Capitão Andrade explica como o incêndio é causado em área de turfa. “Trata-se de um incêndio de turfa, que geralmente ocorre em terrenos pantanosos quando eles secam. Nesse terreno tem muita matéria orgânica em decomposição. Com a presença do calor que passou pelo local, isso se ascende. Então, é um incêndio subterrâneo, com profundidade”.
Segundo ele, o último grande caso aconteceu também na Serra. “Teve um pequeno em 2019, mas era uma área bem reduzida e foi resolvida rapidamente. Sempre nessa região do Vale do Mestre Álvaro, entre Laranjeiras Velha e Central Carapina. Pitanga, que era uma área originalmente alagada, que hoje não é mais”, contou.
*Com informações da repórter Rafaela Freitas, da TV Vitória/Record TV