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Prazo de um mês para descobrir doença de criança capixaba com 70 quilos

Os médicos suspeitam que o menino, que mora com a família em Cachoeiro de Itapemirim, tem uma doença rara conhecida como Síndrome de Prader-Wili

O menino tem apenas três anos de idade Foto: Reprodução Facebook

Muito animado, Misael Caldogno chegou, na tarde desta segunda-feira (29), à clínica para realizar o tão esperado exame. O menino tem apenas três anos e pesa 70 quilos. Os médicos acreditam que a criança tem um problema genético raro, e só o exame pode apontar o que ele realmente tem. O resultado do exame deve demorar entre 30 e 45 dias.

A geneticista Ângela Spagnol Perrone, que vai analisar o sangue de Misael, disse que a suspeita dos médicos é que ele tenha uma doença genética rara chamada Síndrome de Prader-Wili. O exame é específico para essa síndrome. Se o problema não for esse, terá que ser feito outro exame. Se for, a síndrome não tem cura, mas será possível fazer um tratamento para controlar o excesso de peso para ele ter uma melhor qualidade de vida. 

A família da criança é de Cachoeiro de Itapemirim. Após a repercussão do caso, amigos da família fizeram uma página em uma rede social da internet para pedir ajuda. Misael sempre foi gordinho. Ele nasceu com 3,5 quilos e 50 centímetros, e o excesso de peso já trouxe problemas de saúde para ele, segundo a mãe Josiane de Jesus Caldogno.

Por conta do problema, o menino não frequenta a escola, não brinca e quase não sai de casa, pois não consegue andar direito e passar muito tempo em pé. “Ele reclama de dores no pé e que está cansado. Aí acaba deitando na cama, no sofá e até no chão. Ele já pediu várias vezes para ir para a escola, pede para sair para brincar, mas ele não agüenta, não tem condições para isso. Ficamos sem saber o que fazer nessa situação”, relata.

De acordo com a mãe, ele sempre comeu pouco, na verdade, menos que uma criança normal deveria comer. Segundo ela, as vezes em uma refeição ele não passa de duas colheres. Esse foi um dos pontos que chamou a atenção da família para o ganho de peso. Por conta disso, o pedido do exame foi feito em julho deste ano, mas como precisava ser comprado pela Secretaria de Saúde, somente agora ele poderá ser realizado.

A mãe contou ainda que a família não tem condições de arcar com as despesas do exame e que todo o tratamento da criança é feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “Meu marido faz bico e nem sempre tem serviço, e eu não trabalho. Muitas vezes precisamos pagar taxi para levar o Misael nos lugares, pois não tem como andar de ônibus com ele. É um dos gastos que temos. Quanto a alimentação, ele precisa de alguns alimentos especiais, mas também não temos condições de manter”, disse.