Dados levantados pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) apontaram que, no primeiro semestre de 2022, foram registrados 14 casos de importunação sexual dentro dos coletivos no Espírito Santo. O número é 55% maior que o registrado no mesmo período do ano passado.
No último dia 15 de julho, uma mulher de 38 anos foi vítima de importunação sexual em um ônibus do sistema Transcol. Ela contou que embarcou no ônibus no Terminal de São Torquato, em Vila Velha, em direção ao trabalho. Contudo, no meio do caminho, um homem sentou ao lado dela e passou as mãos nas pernas dela.
>> Quer receber nossas notícias 100% gratuitas? Participe da nossa comunidade no WhatsApp ou entre no nosso canal do Telegram!
Diante da situação, a mulher reagiu juntamente com outros passageiros que ajudaram a vítima até a chegada da polícia.
O homem, que é um professor, confessou o crime e explicou aos policiais que passou as mãos nas pernas da mulher porque achou que ela poderia estar gostando. O homem foi conduzido para a delegacia e autuado por importunação sexual.
A gerente de proteção à mulher da Sesp, delegada Michelle Meira, acredita que os casos são subnotificados, ou seja, muitas vítimas não denunciam os agressores.
“Mesmo tendo ocorrido um aumento no número de registros de boletins de ocorrência, esse número ainda é muito pequeno levando em consideração a construção histórica da sociedade, que tanto objetifica o corpo da mulher”, disse.
A delegada também reforçou a importância das vítimas denunciarem as agressões, uma vez que as denúncias ajudam no desenvolvimento de políticas públicas para diminuir tais delitos.
“Nós desejamos que as vítimas denunciem, não se envergonhem, não se sintam culpadas e acreditem na punição dos agressores”, afirmou.
Ainda conforme a delegada, o crime de importunação sexual gera uma pena de 1 a 5 anos de prisão sem direito a fiança.
Por meio de nota, a Secretária de Estado da Justiça (Sejus) informou que o suspeito preso no dia 15 de julho por importunar a vítima dentro do coletivo foi solto no mesmo dia por meio de um alvará expedido pela Justiça.
O que diz o advogado do suspeito?
“A assessoria jurídica da parte investigada, vem esclarecer, que os fatos alegados serão devidamente esclarecidos junto ao Poder Judiciário Capixaba, vez que o processo segue em Segredo de Justiça.
Cabe ressaltar apenas, que o professor André declarou em Delegacia de Polícia e em Audiência de Custódia, “que achou a vítima atraente e se interessou, tendo percebido que ela teria correspondido piscando os olhos”, assim, repousou sua mão sobre sua perna. Negando veemente, que teria tocado e puxado sua calcinha.
Portanto, é importante frisar, que qualquer conclusão e julgamento nesse momento será meramente especulativo e temerário, pois trata-se de professor de matemática réu primário que jamais foi preso e processado.
Tendo ao longo dos estudos, conquistado o título de Mestrado e diversas medalhas de ouro em Olimpíadas de Matemática, Vestibular da Universidade Federal Fluminense, Vestibular CEFET, Diploma Orgulho Carioca da Prefeitura do Rio de Janeiro e Honra ao Mérito nos anos de 1996/2000 na Cidade do Rio de janeiro”, diz a nota.
*Com informações da repórter Gabriela Valdetaro da TV Vitória/Record TV