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Educação: Conheça a entidade que ajuda a transformar a vida de crianças e jovens no ES

O Instituto Jutta Batista da Silva, entidade apoiada pelo IAB (Instituto Americo Buaiz), atua na Região Serrana, apoiando crianças e jovens em vulnerabilidade social

Foto: Divulgação / IJBS

Pensado com o objetivo de contribuir para o bem-estar social, o Instituto Jutta Batista da Silva (IJBS) é uma organização sem fins lucrativos que trabalha com ações sociais e auxilia grupos e associações voluntárias. 

Apoiada pelo Instituto Americo Buaiz (IAB), a IJBS possui 11 polos em municípios diferentes da Região Serrana do Estado, com sede em Venda Nova do Imigrante. 

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A organização hospeda diversos projetos, por meio de eixos de atuação voltados para a qualificação profissional, com cursos de bordado e fábrica de massas, qualidade de vida e inclusão social, com voluntariados, além de esportes e educação, com os Projetos Turmas. 

História que muda vidas

Foto: divulgação IJBS

Fundada em 1983, inicialmente sobre o nome de Sociedade de Amigos do Estado do Espírito Santo (SADES), a organização foi fruto do trabalho voluntariado de Dona Jutta Batista da Silva, imigrante alemã que decidiu dar a vida pelo próximo.

Na época morando em Santo Antônio, bairro de Vitória, D. Jutta e outras amigas compartilhavam as doações que recebiam de parentes e familiares com pessoas carentes, devido à própria vivência de tragédias na Segunda Guerra Mundial. Movidos pela boa ação, mais moradores foram aderindo à ideia. 

Por ter acesso a pessoas com maior poder aquisitivo, D. Jutta também passou a realizar ações sociais em diversos municípios do Estado, formalizando a Sades

Em 2000, a ativista veio a falecer e seu esposo, Eliezer Batista da Silva, decidiu reestruturar a organização, juntamente com colaboradores. 

Como forma de homenagem, em 2001 o Instituto foi nomeado Jutta Batista da Silva e passou a atuar apenas em 11 polos da Região Serrana do Estado, a fim de manter a organização e dar seguimento ao trabalho de D. Jutta.

Projeto Turma e Educação

Foto: divulgação IJBS

Em entrevista ao Folha Vitória, a gerente geral do IJBS, Mirian Furtado Dazílio, contou que educação é uma temática de extrema importância para a organização. 

“Nós vemos a educação como um meio de transformação. É através da educação que conseguimos mudar as realidades e transformar vidas. Não só as das crianças, mas de todos os envolvidos”, afirmou a gerente. 

Por meio da atenção ao eixo educacional, Mirian explicou ser possível acessar mais diretamente aos participantes, entendendo o contexto em que vivem e assim tentar mudar essas realidades. 

A Gerente ainda contou que o Projeto Turma, parte do IJBS, foi pensado com o objetivo de gerar oportunidades educativas de maneira gratuita. 

Foto: divulgação IJBS

O trabalho está presente em 5 municípios da Região Serrana, tendo sido mapeadas as comunidades de maior vulnerabilidade social.

Atendendo crianças e adolescentes de 7 a 17 anos, o Projeto Turma tem como propósito alcançar menores sem perspectiva de futuro e ociosos, e os auxiliar por meio de várias atividades e acompanhamentos.

“Eles estão expostos o tempo todo, drogas, prostituição, famílias sem estrutura. Percebemos que criando a oportunidade de estar inserido nesse contexto educacional, aprendendo coisas novas, trabalhando valores e dando suporte, conseguimos mudar o olhar deles sobre a realidade em que estão. Eles aprendem que podem mais, conseguem mais”, completou Mirian.

Além disso, o Projeto Turma oferece alimentação e uma série de oficinas, como futsal, ginástica rítmica, karatê, informática, aulas de música, kickboxing e xadrez. Crianças e adolescentes aprendem também sobre temáticas específicas em celebrações como mês da família, dia das mães, entre outros. 

Foto: divulgação IJBS

Para realizar esse trabalho, o IJBS conta com a parceria de doações do Estado e Instituições parceiras. 

A gerente acrescentou também que para fazer parte do Projeto, é necessário que a criança ou adolescente esteja matriculado e atendendo regularmente às aulas na escola, como forma de incentivo aos estudos. 

A solicitação auxilia também aos organizadores perceberem caso alguma criança esteja precisando de suporte, faltando muitas aulas ou cabisbaixa. Caso seja o caso, os organizadores oferecem uma rede de apoio e assistência. 

Experiências 

Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal
Wellington Pereira de Jesus Duarte, 16 anos

O adolescente Wellington Pereira de Jesus Duarte, de 16 anos, contou que já participa do Projeto há algum tempo e faz todas as oficinas. Wellington destaca que aprender novas coisas e fazer parte do projeto o ajuda a sair do ócio. 

“Me faz sair de casa, eu faço todas as oficinas”, disse o estudante.

O adolescente contou ainda que dentre todas as atividades, a oficina de futsal é a sua favorita, por criar a oportunidade de aprender mais sobre o esporte e jogar com amigos. 

Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal
Stephany Cezate Duarte, 9 anos

Stephany Cezate Duarte, de 9 anos, também compartilha do mesmo sentimento de Wellington acerca do futsal. A menina contou que a mãe ouviu falar do Projeto e perguntou o que a garota gostaria de fazer.

“Eu disse que queria fazer tudo”, explicou. Para Stephany, a oportunidade de sair de casa e ter um momento de diversão e aprendizado faz a diferença.

Mirian Dazílio contou também que por meio do projeto houve grandes conquistas. 

Desde o começo, em 2011, a Gerente diz já ter testemunhado adolescentes que cresceram no projeto, a maioria já empregados e com famílias construídas, que agora levam os filhos para participarem. 

Além disso, por meio do projeto, alunos foram campeões de xadrez no Estado, outros participaram de Campeonatos Mundiais de Karatê, entre outros sucessos. 

Como posso ajudar? 

A gerente ainda reforçou que o projeto é um trabalho voluntário e, portanto, depende do apoio de doações e parcerias, tanto para a adesão de público voluntário, quanto para sustento dos projetos e cursos. 

“Precisamos de profissionais, psicólogos, assistentes sociais, pessoas que queiram auxiliar na realização de oficinas para as crianças, preparação de lanches, trabalhar temáticas, além da doação de materiais”, explicou.

Mirian destacou que por ser ofertado em 5 polos diferentes, o Projeto está sempre necessitando dessas doações e auxílio. 

“São muitas crianças, então nem sempre as doações de parcerias conseguem atender tudo”, afirmou a gerente.

O projeto recebe também suporte financeiro daqueles que quiserem ajudar, para a manutenção do espaço, remuneração de profissionais e garantia de um melhor atendimento para as crianças. 

“Assim nós vamos criando um ambiente que seja acolhedor, diferente do contexto em que estão inseridos no dia a dia”, finalizou.

Para falar com o Instituto, basta entrar em contato pelo número (28) 99952-9865, ou pelo e-mail [email protected]. Interessados em saber mais, podem acessar o site da organização