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Estado adota medidas para aumentar competitividade da agroindústria capixaba

Octaciano Gomes de Souza Neto

Octaciano falou também sobre a crise hídrica que atinge o Espírito Santo. Foto: Divulgação/Governo

O fortalecimento da competitividade da agroindústria capixaba foi objeto de um conjunto de projetos lançado pelo Governo do Estado na sexta-feira (17), entre eles a assinatura de um decreto em Venda Nova Imigrante.

A agroindústria é muito importante para o Espírito Santo, tendo em vista que gera mais de sete mil empregos diretos e 15 mil indiretos. No Estado, são produzidas 98 mil toneladas de carne por ano, frente a um consumo de 125 mil toneladas/ano.

Para tratar do assunto, o Folha Vitória convidou o secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca, Octaciano Gomes de Souza Neto, que também falou sobre a forte crise hídrica que assola o Espírito Santo e a dívida dos produtores rurais, causada justamente pela seca.

FOLHA VITÓRIA: Foi assinado um decreto na sexta-feira (17) para fortalecer a agroindústria. Fortalecer em que sentido?
OCTACIANO NETO:
Foi um conjunto de projetos para ampliar a competitividade da agroindústria capixaba, desburocratizando a vida do produtor rural. As agroindústrias são fundamentais para geração de empregos no interior do Estado e o intuito é que elas sejam mais competitivas do que as de fora. 

FV: Houve mais medidas tomadas para facilitar a vida dos agricultores?
ON:
O governador Paulo Hartung zerou o ICMS para importação do milho, que antes era de 12%. Isso incentiva o crescimento do setor de carnes. Fechamos ainda parceria com a Federação das Indústrias para fazer um programa de melhoria de gestão de indústrias e deixar, tributariamente, as empresas capixabas mais competitivas para vender para os nossos supermercados mais do que as de fora. Também lançamos no final do ano passado edital de pesquisa para inovação do setor.

FV: Quais os objetivos e resultados prévios desse edital?
ON:
Dou muito valor à inovação e este foi o maior edital na área de pesquisa já realizado no Estado. Foram R$ 14 milhões para projetos de sustentabilidade das propriedades rurais, políticas públicas em áreas prioritárias da agricultura, manejo de água e solo, entre outros. A demanda, ao todo, foi de R$ 20 milhões e 565 pesquisadores apresentaram propostas. Os projetos vencedores serão muito bem apropriados pelo nosso produtor rural.

FV: Os produtores capixabas estão seriamente endividados. O que a Secretaria da Agricultura tem feito para amenizar essa situação?
ON
: O Incaper está produzindo uma série de documentos, comprovando o prejuízo que a seca causou ao nosso produtor rural. Somente em 2015, o prejuízo chegou a R$ 1,5 bilhão. Uma segunda frente que o governo adotou é fazer o decreto de emergência da seca pela primeira vez na história, a fim de ajudar na negociação com o governo federal dessas dívidas. Também há articulação junto à bancada capixaba no Congresso, que está liderando essa renegociação das dívidas.

FV: Por falar em crise hídrica, quais as principais ações tomadas para enfrentar a longa estiagem?
ON:
Trabalhamos em três frentes. Uma é a construção de barragens nas quais serão investidas R$ 100 milhões até o final de 2018. Outra frente é o programa Reflorestar, que tem como meta o reflorestamento de 20 mil hectares até o final de 2018. A terceira frente, que é mais complexa, trata de implantar instrumentos previstos na Política Nacional de Recursos Hídricos. Nela está, por exemplo, o plano de bacias hidrográficas.