Quando chega a hora de se preparar para o tão esperado vestibular, poucos estudantes optam pela modalidade EAD (Educação a Distância). Há quem diga que somente o ensino presencial gera resultados, porém o estudante Guilherme Marchiori provou o contrário.
Cursando grande parte do ensino médio online devido a pandemia e fazendo pré-vestibular também em EAD, por escolha própria, o estudante alcançou o 1° lugar geral da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). A média 880.07 do estudante é a maior nota entre os aprovados em todos os cursos na primeira chamada do Sisu 2023.
Guilherme contou que optar pela modalidade à distancia do cursinho preparatório Madan, localizado em Vitória, proporcionou a ele inúmeros benefícios como flexibilidade nos horários de estudos e redução do sentimento de competitividade, comum nas salas de aula.
“Como eu fiz a maior parte do meu ensino médio no Ifes de Vitória à distância, eu aprendi a estudar sozinho e gerenciar o meu tempo de forma produtiva. Em casa, eu tinha flexibilidade nos horários. Realizava pausas para ir à academia, por exemplo. Além disso, há muita competição nas salas de aula dos cursinhos e, também, muita comparação dos resultados o que gera ainda mais pressão e ansiedade. Por isso, quis fugir dessa realidade e só ia presencialmente para fazer os simulados”, contou ele.
Guilherme Marchiori praticamente fechou a prova de matemática e atingiu a pontuação de 973,6. Já em redação, obteve 960 pontos (o máximo é 1.000). Analisando os resultados do estudante, deve-se imaginar que para atingir tais notas foram necessárias incontáveis horas diárias de estudo. Mas não foi bem assim.
“Eu nunca me apeguei a cronometragem de tempo de estudo pois nunca considerei esse fator primordial para alcançar bons resultados. Direcionei o meu foco na realização de provas antigas do Enem, realização de exercícios após assistir as aulas gravadas e, também, tentava manter o ritmo de produção de uma redação por semana”, relatou Marchiori.
Mesmo com a vaga garantida na Ufes, Guilherme não pretende ocupá-la pois também foi aprovado em Medicina na Universidade de São Paulo (USP) e na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e, por optar pela área da saúde, já está se preparando para morar em São Paulo.
Quando questionado sobre as inseguranças com a mudança de Estado e sobre suas expectativas para a faculdade o estudante respondeu:
“Só cairá a ficha quando, de fato, eu estiver em São Paulo cursando Medicina em uma das faculdades mais disputadas do país. Por enquanto, estou com um mix de sentimentos diferentes, o principal, alegria e gratidão”, disse o estudante.
*Texto da estagiária Nayra Loureiro sob supervisão da editora Erika Santos