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Falta de merenda reduz desempenho de alunos, diz especialista

A merenda tem um papel fundamental no desempenho do estudante, não só das crianças, mas também dos adolescentes e jovens adultos

Alunos de escolas estaduais também reclamam da merenda Foto: Reprodução

Estudantes ocuparam a sede do Centro Paula Souza por uma semana para protestar contra a falta de merenda nas ETECs (Escolas Técnicas Estaduais). Os alunos reclamavam que alguns locais não ofereciam nem a chamada merenda seca, que não necessita de preparo. Após a ocupação, todas as escolas técnicas passaram a receber alimentação.

Para a doutora e professora da faculdade de Educação da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), Neide Noffs, a merenda tem um papel fundamental no desempenho do estudante, não só das crianças, mas também dos adolescentes e jovens adultos.

A especialista é categórica ao afirmar que a reivindicação dos alunos é legítima e que a merenda é um dever do Estado. Ela acredita que a falta de alimentação pode, inclusive, desestimular a participar na sala de aula.

— Não é uma reivindicação supérflua. É um direito deles. A criança ou adolescente sem comida não consegue rendimento apropriado. E está provado que, sem alimentação, o aluno fica mais lento. Ninguém pode aproveitar [a escola] quando falta esse balanceamento.

A docente esclarece que, muitas vezes, a família não tem condições de prover este tipo de alimentação. E que, por isso, a escola pública tem que assumir o papel.

A distância entre a escola e a casa do estudante também é um fator de peso, que deve ser levado em conta pelo governo.

— Os alunos mais velhos, geralmente, voltam para casa sozinhos, a pé ou de condução, e necessitam estar bem alimentados. Às vezes, a distância é longa. Por isso, tem que ter comida de verdade, com vitaminas e proteínas. Lanche só forra o estômago.

Com informações do Portal R7