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Família lamenta morte de idosa e pede que população se proteja: "É uma doença ainda muito misteriosa"

A idosa era tão amada e querida, que dezenas de amigos fizeram um cortejo em homenagem a ela, com muita música, do jeito que ela gostava

Foto: Acervo pessoal

Milhares de capixabas já passaram pela dor de perder um ente querido por conta do coronavírus desde o início da pandemia. Entre as mais de 2.600 vítimas está a dona Balbina Francisca Gatti, de 66 anos. 

Ela era forrozeira, mãe de três filhas e avó de cinco netos. Moradora de Viana, ela acabou não resistindo a covid-19 e morreu.

Segundo a família, a idosa era uma senhora alegre e sorridente, que adorava estar com os parentes reunidos. Foi no início de julho que dona Balbina foi infectada pelo novo vírus. “Ela começou apresentando um resfriado, mas depois acabou piorando”, contou a filha Katia Gatti.

Sem apresentar melhora, as filhas levaram a idosa para o pronto atendimento Arlindo Vilaschi, em Viana, e lá, os médicos diagnosticaram que o pulmão dela estava comprometido. Ela foi logo internada e, como era fumante e tinha pressão alta, o efeito do vírus foi ainda mais forte.

A idosa era tão amada e querida, que dezenas de amigos fizeram um cortejo em homenagem a ela, com muita música, do jeito que ela gostava. 

Para as filhas, a convivência com a mãe era sempre feliz e a perda deixou a família inteira fragilizada. “Minha mãe era uma pessoa muito alegre, muito amada por todos e agora está sendo um momento muito difícil pra nós”, contou a filha Kelly Gatti.

Agora, em meio ao luto, os familiares pedem que as pessoas se protejam. “Fiquem em casa, se protejam! É uma doença muito misteriosa ainda. Foi como aconteceu com minha mãe, os sintomas ficaram escondidos, a gente não entendeu muito bem. Não brinque com essa doença”, disse Kelly.

* Com informações do repórter Matheus Brum, da TV Vitória / Record TV