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Famílias pedem autorização para matar filhas e evitar estupro em Aleppo

Depois de seis anos de guerra na Síria, a situação em Aleppo foi descrita como uma 'fusão completa da humanidade'. Milhares de sobreviventes estão presos na cidade devastada pela guerra

A publicação foi feira nas redes sociais e ganhou grande repercussão  Foto: Reprodução Facebook

As famílias da cidade síria de Aleppo estão pedino autorização a religiosos para que pais possam matar as filhas, mulheres e irmãs antes que elas sejam capturadas e estupradas pelas forças do regime de Bashar al-Assad, da milícia libanesa do Hezbollah ou do Irã, segundo informações. 

A carta de uma enfermeira foi publicadas nas redes sociais e a história repercute em todo o mundo. Ela explica por que havia escolhido o suicídio diante da possibilidade de “cair nas mãos de animais do Exército sírio”. Outros postam mensagens desesperadas à medida que as tropas do governo se aproximam, trazendo para mais perto do mundo o drama vivido na área rebelde da cidade síria.

“Sou uma das mulher em Aleppo que em breve será violada. Não há mais armas ou homens que possam ficar entre nós e os animais que estão prestes a vir, o chamado Exército do país. Eu não quero nada de você. Nem mesmo suas orações. Ainda sou capaz de falar e acho que a minhas orações são mais verdadeiras do que as suas. Tudo o que peço é que não assuma o lugar de Deus e me julgue quando eu me matar. Eu vou me matar e não me importo se você me condenar ao inferno! Estou cometendo suicídio porque não quero que meu corpo seja alguma fonte de prazer para aqueles que sequer ousavam mencionar o nome de Aleppo dias atrás. E quando você ler isso saiba que eu morri pura apesar de toda essa gente”, diz a carta. O nome não foi divulgado e a veracidade não pode ser comprovada.

A carta era endereçada a líderes religiosos e da oposição e, segundo o jornal britânico ‘Metro’, o post foi compartilhado pelo trabalhador humanitário Abdullateef Khaled. Ela reforça os rumores de mulheres cometendo o suicídio para evitar o estupro à medida que as forças sírias avançam e surgem denúncias de execuções. As forças sírias executaram mais de 80 pessoas em Aleppo na segunda-feira (12), incluindo mulheres e crianças.

Depois de seis anos de guerra na Síria, a situação em Aleppo foi descrita como uma “fusão completa da humanidade”. Milhares de sobreviventes estão presos na cidade devastada pela guerra, mas os milhares de pessoas que conseguem sobreviver em Aleppo, apesar das bombas, armas, pouco acesso a comida, água e remédios, estão sendo ignorados pelo mundo exterior Como atrocidades são continuamente realizadas contra eles. Abdullah Othman, chefe do Conselho Consultivo na Frente Levant – um dos maiores grupos rebeldes de Alepo – disse: “Esta manhã, 20 mulheres se suicidaram para não serem estupradas”.

Com informações do jornal britânico ‘Metro’!