Uma mulher que estava grávida de quase oito meses morreu após ser infectada pelo coronavírus. Antes do quadro de saúde dela piorar, os médicos conseguiram fazer um parto de emergência e salvaram a bebê.
Celma de Castro, de 39 anos, era de Venda Nova do Imigrante, região serrana do Estado e estava ansiosa, à espera do segundo filho.
De acordo com parentes, ela apresentou os primeiros sintomas dia 18 de maio e após fazer o teste para covid-19, se isolou em casa, mesmo sem ter o resultado do exame. Porém os sintomas se agravaram e ela teve ser internada num hospital da Serra.
Preocupados com a evolução da doença no corpo da gestante, os médicos se arriscaram e decidiram fazer um parto às pressas. A vítima chegou a apresentar uma melhora no quadro de saúde, mas quatro dias depois voltou a ficar mal.
A mulher acabou sofrendo uma parada cardíaca e faleceu no último dia 7. No atestado de óbito ainda constam outros fatores que agravaram a situação dela como pneumonia e choque séptico (infecção generalizada que causa falência de órgãos).
A bebê de Celma sobreviveu, mas também foi infectada pelo coronavírus. Segundo os médicos, a pequena Marcela já se recuperou, porém continua internada na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin), pois nasceu prematura.
A mãe nem chegou a conhecer a filha, pois depois da cesárea de urgência ela permaneceu sedada, até vir a óbito. “Ela era uma pessoa maravilhosa, apaixonada pela família, sempre rodeada por muitas pessoas e estava muito feliz com a gravidez”, contou Rosilene Aparecida da Cruz de Castro, cunhada da vítima.
Para a família, superar a perda vai ser uma missão difícil. Segundo os parentes, eles estão se concentrando agora em cuidar dos filhos de Celma e deixam o alerta para que outras pessoas se cuidem e não passem pelo o que eles estão passando agora.
“A gente não teve tempo nem de nos despedir. Ninguém merece passar por isso. Então, aqui fica o meu apelo para que as pessoas que não estão levando a sério, levem a sério. Porque a covid-19 é coisa séria. A covid-19 mata e tira as pessoas que a gente ama”, lamentou Rosilene.
* Com informações da repórter Nathália Munhão, da TV Vitória / Record TV