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Justiça concede liminar proibindo greve e ônibus circulam na Grande Vitória neste domingo

No sábado, representantes Sindirodoviários realizaram uma assembleia, onde decidiram entrar em greve em protesto contra a decisão do Governo do Estado de retirar temporariamente os cobradores dos coletivos

Foto: Reprodução

A Justiça do Trabalho expediu uma liminar, no sábado (16), garantindo a operação dos ônibus do sistema Transcol. No mesmo dia, representantes do Sindicato dos Rodoviários do Espírito Santo (Sindirodoviários-ES) realizaram uma assembleia, onde decidiram entrar em greve, a partir deste domingo (17), em protesto contra a decisão do Governo do Estado de retirar os cobradores dos coletivos por 60 dias. 

Apesar da ameaça de paralisação, neste domingo os ônibus circulam normalmente na Grande Vitória, já sem os cobradores. Não está sendo aceito o pagamento da passagem em dinheiro, apenas por meio do Cartão GV. Segundo informações da reportagem da TV Vitória/Record TV, houve pouca movimentação de passageiros nos coletivos e pontos de ônibus.

A liminar que proíbe a greve é assinada pelo desembargador José Luiz Serafini e determina a manutenção da integralidade da frota atualmente em operação do sistema Transcol. Segundo o Sindicato das Empresas de Transporte Metropolitano da Grande Vitória (GVBus), essa frota já está reduzida em 20%, em razão de afastamento de trabalhadores e da proporção da comunidade que vem fazendo uso do transporte, devido às orientações de isolamento e distanciamento social. 

A liminar também proíbe ações como obstrução das vias públicas ou dano aos veículos ou sedes das empresas, ou ações que impeçam, os veículos de deixarem as garagens. Em caso de descumprimento, a liminar prevê multa diária no valor de R$ 30 mil, a ser revertida em favor do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

Os rodoviários ficaram insatisfeitos com o anúncio, feito na última quarta-feira (13), pelo governador Renato Casagrande, de que a partir deste domingo os ônibus que circulam na Grande Vitória passariam a operar sem cobradores. O motivo é a decisão do governo de proibir o pagamento das passagens em dinheiro, apenas por meio de bilhetagem eletrônica, para reduzir o risco de contaminação pelo coronavírus. Casagrande, na ocasião, garantiu que os trabalhadores continuariam a receber seus salários e poderiam ser remanejados para exercerem outras funções dentro do sistema de transporte público.

A reportagem tentou contato, por telefone e mensagem de texto, com o presidente e diretores do Sindirodoviários, mas até o momento não houve retorno.