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Justiça determina uso de tornozeleiras eletrônicas para presos em movimento da PM

Decisão da juíza da 4ª Vara Criminal de Vitória teve opinião favorável do Ministério Público Estadual. Se houver descumprimento das medidas, o decreto de prisão terá eficácia reativada

Os investigados devem comparecer toda semana na justiça Foto: Folha Vitória ​

A juíza da 4ª Vara Criminal de Vitória, Gisele Souza de Oliveira, em decisão proferida nesta segunda-feira (10), determinou que a prisão de Ângela Souza Santos, Cláudia Gonçalves Bispo, Walter Matias Lopes e Leonardo Fernandes Nascimento, investigados na operação Protocolo Fantasma, seja substituída por medidas como o uso de tornozeleiras eletrônicas – exceto o soldado Leonardo Fernandes – e a proibição de se comunicarem entre si por qualquer meio de comunicação.

“De fato, a prisão dos investigados interrompeu a intensa comunicação entre os mesmos e com terceiros, também investigados, gerando como consequência a desnaturação do ilegal movimento. Porém, decorridos 22 dias do cumprimento da custódia preventiva, verifico que a prisão preventiva dos acusados pode ser substituída por outras medidas cautelares”, destacou a magistrada. 

O Ministério Público Estadual, por intermédio do GAECO, opinou favoravelmente aos pedidos da defesa dos investigados, mas requereu a fixação de outras medidas cautelares. De acordo com a decisão, os investigados devem, ainda, comparecer semanalmente em juízo, além de estarem proibidos de se ausentarem dos Municípios em que residem e/ou trabalham, por mais de 24  horas, salvo autorização judicial específica, em caso de necessidade. Outra medida é o recolhimento domiciliar noturno, período de 20 às 6 horas da manhã. 

Ainda segundo a decisão, se houver qualquer descumprimento das medidas fixadas, “serão revogadas as medidas cautelares e reativada a eficácia do decreto prisional”, concluiu a magistrada. 

A equipe de reportagem entrou em contato com o advogado Victor Abreu, que representa do militar Leonardo Fernandes Nascimento, e foi informada que ele já está em liberdade. “O meu cliente está em liberdade por habeas corpus desde a última sexta-feira (07),  concedido pelo desembargador Feu Rosa. Ficarei aguardando as próximas medidas da justiça para melhor defender meu cliente. Eu entendo que comparado ao cerceamento da liberdade, esta medida é melhor”, disse.