Um estudo divulgado por uma revista científica do Reino Unido mostra que um milhão e meio de crianças ficaram órfãs durante a pandemia, mais de 130 mil delas aqui no Brasil.
Aos 4 meses, a Isabella cresce saudável e cercada de afeto. Uma rede de proteção importante para a bebê, que perdeu a mãe dias após o parto. Caroline foi vítima da covid-19. O pai, que também teve a doença, conta como tem sido lidar com essa nova e desafiadora realidade.
“Temos que tirar forças de onde não tem para dar pra ela e conseguir nos recuperarmos”, disse Ketley Pedrolino.
Ele contou que a presença dos parentes, e o carinho da babá, que é amiga da família, faz toda a diferença nessa hora. Além da Isabela, ele também se preocupa com o filho mais velho, Eduardo, de 8 anos.
“Meu filho quando me viu ele se emocionou porque achou que ia me perder. Ele tem 8 anos”, contou o pai.
A revista científica britânica The Lancet fez uma pesquisa com dados de abril de 2020 até março de 2021 nos 10 países que juntos englobam quase 80% das mortes por covid 19.
O resultado mostra que em todo o mundo, um milhão e meio de crianças ficaram órfãs, perderam o pai, a mãe, o avô ou avó, ou um adulto que era responsável por elas. No Brasil, os órfãos da pandemia passam de 130.000.
É necessário saber lidar com as consequências do luto na vida das crianças.
“É importante trabalharmos com essas crianças e famílias esse impacto emocional para evitar consequências futuras”, disse a psicóloga Aline Hessel
A solidariedade é uma importante vacina para combater os problemas sociais. A Maria Carolina Fernandes Tosi se tornou mãe durante a pandemia e a maternidade despertou o desejo de ajudar.
Assim surgiu o projeto SOS bebês, que pela internet, criou uma rede de proteção que tem feito a diferença na vida de muita gente.
“Nós recebemos inúmeros pedidos de mães grávidas e grande parte deles ficamos sabendo depois que soubemos que a mãe morreu por coronavírus. Com isso entramos em contato com os pais. Nosso projeto conta com psicólogos para ajudar essas famílias”.
Com informações do repórter Alex Pandini, da TV Vitória/RecordTV