Prevenir-se do coronavírus é um desafio para quem usa diariamente o transporte coletivo. Os usuários relatam que, devido à quantidade de passageiros nos ônibus, muitas vezes é impossível evitar aglomerações nesses locais. Para piorar mais a situação, tem muita gente que ainda viaja sem máscara.
“Seis horas da noite está mais lotado mesmo. A maioria está usando [máscaras], mas algumas pessoas ainda não. E não tem como a gente falar também, porque pode causar uma grande intriga no ônibus”, afirmou o recepcionista Warley Pinheiro de Paula, usuário do sistema.
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De acordo com dados da Companhia Estadual de Transportes Coletivos de Passageiros do Espírito Santo (Ceturb-ES), de 1° de setembro a 17 de outubro, foram registradas mais de 2,3 mil reclamações de superlotação nos coletivos, e quase 2 mil sobre a falta do uso da máscara.
Segundo a companhia, esse número representa aproximadamente 0,02% do total de passageiros do sistema Transcol, que atualmente é de cerca de 400 mil pessoas por dia. A Ceturb ressaltou ainda que vem aprimorando os mecanismos de controle, para evitar situações como essas, e conta com o apoio da população para ajudar na fiscalização.
A infectologista Simone Freitas explica que o simples uso da máscara, por exemplo, reduz bastante o risco de contaminação. “Se você usa máscara e eu uso máscara, nós estamos diminuindo o risco do nosso contágio em até mais de 50%. Isso é muito importante, associado ao uso de álcool nas mãos, já que a gente toca superfícies que outras pessoas podem ter tocado com a mão contaminada”, destacou a médica.
Com informações do repórter Alex Pandini, da TV Vitória/Record TV