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Mais de 20 pessoas começam a fazer testes para comprovar parentesco com "Clarinha"

Segundo o Ministério Público Estadual, elas foram selecionadas por serem as que possuem mais chances de serem parentes da mulher, internada há 15 anos no HPM

Clarinha está internada desde junho de 2000 no Hospital da Polícia Militar, em Vitória Foto: TV Vitória

Pelo menos 22 pessoas deverão ser submetidas a exames de DNA, ainda neste mês, para verificar se possuem parentesco com uma mulher que está internada em estado vegetativo, há mais de 15 anos, no Hospital da Polícia Militar, em Vitória. Segundo o Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), essas pessoas são as que possuem mais chances de serem familiares da paciente, chamada de Clarinha pela equipe do hospital.

O órgão informou que, até esta quinta-feira (04), a Promotoria de Justiça Cível de Cidadania de Vitória recebeu 102 telefonemas de pessoas em busca de informações sobre a paciente e relatando as circunstâncias do desaparecimento do ente querido procurado. De acordo com o MPES, todas as ligações recebidas passam por uma triagem, para verificar a compatibilidade dessas histórias com os dados da Clarinha.

Segundo o Ministério Público, esses 22 casos selecionados foram os que chamaram mais a atenção, seja pela semelhança das fotos apresentadas ou pela similaridade dos dados próximos ao perfil da mulher internada no HPM. Por isso, eles terão prioridade na realização dos exames de DNA, que, segundo o órgão, devem ter início em fevereiro. 

O agendamento dos exames será realizado com uma semana de antecedência, pelo Grupo Especial de Trabalho Social (GETSO) do MPES. A realização do exame será gratuita para todos aqueles que passarem por essa primeira triagem, não importando de qual Estado seja a pessoa, desde que tenha disponibilidade para vir ao Espírito Santo. 

O Ministério Público destacou ainda que, para auxiliar na identificação de Clarinha, as polícias Federal e Civil conseguiram reconstruir parte da digital do polegar da mulher. Segundo o MPES, está sendo aplicada uma pomada nas digitais da paciente, na tentativa de recuperar traços que possam levar a uma identificação completa. O órgão informou que essa pré-identificação tem servido para descartar alguns dos casos suspeitos.

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A mulher foi internada no Hospital da Polícia Militar em junho de 2000, após ter sido atropelada por um ônibus. O acidente aconteceu no Centro de Vitória, supostamente enquanto a vítima tentava fugir de um homem que a perseguia.

Como estava sem documentos e não foi procurada por nenhum parente, a mulher foi internada como indigente. Desde então, ela permanece na unidade de saúde em estado vegetativo. Em 2009, a TV Vitória mostrou a história de Clarinha, que ganhou repercussão nacional.