Após representantes do Sindicato dos Médicos do Espírito Santo (Simes) apontarem superlotação e supostas irregularidades no hospital São Lucas, em Vitória, 43 pacientes foram transferidos para outras unidades.
De acordo com o Sindicato, dos 100 pacientes que estavam no corredor do pronto socorro, 36 foram transferidos. Sete pacientes que estavam internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) também foram levados para outros hospitais.
Apesar da superlotação apontada pelos representantes, o hospital continua funcionando normalmente. Os médicos que estiveram na unidade na tarde da última segunda-feira (25) constataram supostas irregularidades.
A assessoria de comunicação da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) informou que o São Lucas está funcionando normalmente e que as transferências e altas são rotinas de qualquer hospital. O Sindicato dos Médicos esteve no hospital e, por causa da superlotação, chegou a dizer que a unidade havia sido interditada, mas a informação foi negada pela Secretaria de Saúde e por familiares de pacientes.
Em nota divulgada na última segunda-feira (25), o Conselho Regional de Medicina do Espírito Santo (CRM-ES) informou a preparação de um minucioso relatório sobre a vistoria realizada na noite do dia 13 de agosto, ocasião em que o presidente do CRM-ES, Severino Dantas Filho, diretores e conselheiros foram ao hospital após denúncias dos médicos de falta de condições de trabalho no local.
Na ocasião, segundo o órgão, foi constatado o agravamento da superlotação da unidade hospitalar. A assessoria jurídica do CRM-ES está analisando, junto com a diretoria do conselho, a melhor ação a ser adotada na tentativa de melhorar as condições de atendimento no hospital sem prejuízos para a população.
Banho frio para pacientes e lixo hospitalar irregular
No dia 1º de agosto, representantes do Sindicato dos Médicos do Espírito Santo (Simes) e do Núcleo de Saúde da Defensoria Pública do Estado realizaram uma vistoria no hospital e encontraram lixo hospitalar acondicionado de maneira irregular e banhos frios em pacientes.
Entre outras irregularidades, representantes do Simes e da Defensoria Pública relataram macas com pacientes espalhadas pelo centro médico. Outra constatação é que, mesmo no inverno, o banho frio é a única saída para os pacientes. Lixo hospitalar foi encontrado em banheiros usados pelos pacientes