Familiares da médica cardiologista Jaqueline da Penha Colodetti, de 52 anos, desaparecida desde a última terça-feira (03), receberam uma informação de que ela teria pego uma carona até a cidade de Poções, na Bahia, no último sábado (07). Ela teria sido deixada na BR 116.
De acordo com a sobrinha de Jaqueline, Bárbara Colodetti, um caminhoneiro entrou em contato com a família, na noite de domingo (08), dizendo que havia dado a carona para a médica. Ele disse que Jaqueline embarcou na cidade de Planalto, também na Bahia, a cerca de 25 km de Poções.
“O que nos fez acreditar que realmente esse caminhoneiro esteve com minha tia foi o fato dele ter dito coisas sobre ela que não havíamos divulgado e que só a família mesmo sabia. Além disso, as descrições passadas por ele batiam com as dela. Disse que era uma mulher magra, loira, que dizia ter três filhos. Ele falou também que ela estava assustada, não queria ser reconhecida por ninguém e que, quando via a polícia, pedia para ele não parar o caminhão e seguir viagem”, ressaltou.
Bárbara acrescentou também que, segundo as informações passadas pelo caminhoneiro, a médica aparentava estava seguindo sem rumo definido. “Ela disse que queria ir para a próxima cidade, mas não sabia qual era. Ela está seguindo sem um destino certo. Portanto, analisando os fatos, pode ser verídica a informação que ela teria sido vista em Venda Nova do Imigrante e em Manhuaçu (MG). Ainda não sabemos ao certo o que aconteceu, mas acreditamos que ela esteja fora de si e tenha tido um ‘apagão'”, destacou.
Segundo Bárbara, três familiares seguirão para a Bahia para tentar obter mais informações sobre o paradeiro da médica. Além disso, a polícia baiana já foi informada de que Jaqueline poderia estar no Estado.
“Acredito que agora ela já não esteja mais em Poções, mas essa informação de que ela esteve lá já é uma pista. Mas há um mundo de possibilidades de onde ela pode estar agora. Por isso, é fundamental que quem tiver qualquer informação sobre o paradeiro dela, que entre em contato com a família ou com a polícia”, frisou.
Por meio de nota, a Polícia Civil do Espírito Santo informou que a equipe da Delegacia Especializada de Pessoas Desaparecidas segue em diligências e tem apurado todas as informações e denúncias que tem recebido.
Segundo a PCES, a família de Jaqueline fez contato com o delegado José Lopes, responsável pelo caso, e passou as informações recebidas do caminhoneiro. O delegado entrou em contato com o homem, que confirmou ter dado carona para uma mulher com as mesmas características da médica. Ainda de acordo com a PCES, as polícias Militar, Civil e Polícia Rodoviária Federal do Estado da Bahia foram acionadas e estão ajudando nas buscas.
A Polícia Civil também informou que não descarta nenhuma possibilidade e que, no momento, outras informações não serão passadas, para não atrapalhar a apuração do fato. Denúncias que colaborem com o trabalho da polícia podem ser feitas por meio do Disque-Denúncia 181. O sigilo e anonimato são garantidos.
O desaparecimento
Jaqueline desapareceu quando voltava de Domingos Martins, região serrana do Estado, para Campo Grande, em Cariacica, onde mora e tem uma clínica médica.
Segundo a família da cardiologista, o caseiro de um sítio contou que viu a médica dentro do carro dela próximo a ponte do Rio Jucu. O veículo foi encontrado com todos os pertences. Apesar de não ter nenhum problema de saúde, a família acredita que Jaqueline possa ter tido um ‘apagão’.
Após o desaparecimento da médica, equipes do Corpo de Bombeiros e voluntários têm realizado diversas buscas principalmente na região onde Jaqueline foi vista pela última vez, entre Viana e Domingos Martins.
Informações
Jaqueline é loira, tem os olhos claros e estava vestida com uma calça jeans clara e uma blusa vermelha. Quem viu a médica ou tem informações sobre o paradeiro dela, pode entrar em contato com a família pelo telefone (27) 9 9946-4528.
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