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Mineradora diz que mais de 50 famílias estão em casas e alugadas

Em acordo assinado com o Ministério Público, a empresa se comprometeu em realocar as famílias até fevereiro de 2016. A transferência das famílias tem seguido critérios

As famílias atingidas pelo rompimento da barragem, em Mariana, estão em casas alugadas pela mineradora Foto: R7

A mineradora Samarco informou por meio de nota que mais de 50 famílias atingidas pelo rompimento da barragem em Mariana, Minas Gerais, estão em casas alugadas pela empresa. No sábado (28), 12 famílias foram encaminhadas para as residências.

A mineradora disse ainda que “vem trabalhando continuamente para alocar as famílias atingidas pelo acidente”. Em acordo assinado com o Ministério Público, a empresa se comprometeu em realocar as famílias até fevereiro de 2016.

A transferência das famílias tem seguido os critérios definidos pela Comissão de Representantes das Comunidades Afetadas, em reuniões prévias. Famílias com idosos acima de 65 anos, com crianças, gestantes e recém-nascidos, pessoas com necessidades especiais ou dependentes de cuidados médicos têm prioridade na entrega das moradias. Para a seleção dos imóveis é considerada a proximidade dos familiares, a localização do imóvel e o número de pessoas em cada uma das casas.

As residências provisórias são equipadas com móveis, eletrodomésticos, utensílios e enxoval. A Samarco vai arcar com a alimentação de todas as famílias até que seja fornecido o cartão com o valor do auxílio financeiro.

Monitoramento 

A pluma de turbidez atingiu uma área de 26,7 km2 na região da foz de Linhares, sendo 25km ao norte, 6,9 km a leste (mar a dentro) e 4,7km ao sul (foz). Este foi o resultado do sobrevoo da última sexta-feira (27), realizado por empresa especializada em aerolevantamento e georreferenciamento contratada pela Samarco. Até o momento, a pluma se encontra na região de Linhares (ES) e, de acordo com o coordenador de monitoramento do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia, Eduardo Topázio, é extremamente remota a possibilidade da lama chegar ao litoral sul da Bahia, principalmente nas praias de Itacaré, Alcobaça e Abrolhos.

O avanço da pluma depende do comportamento das ondas e da direção do vento e, por este motivo, toda a sua extensão está sendo monitorada, diariamente, através de uma modelagem computacional, ferramenta que é alimentada por informações de campo através de condições meteorológicas e comportamento do mar. Essa modelagem simula qual é o potencial efeito das partículas que estão chegando ao oceano e o potencial alcance da pluma. A corrente do mar, a vazão da pluma, o percentual de sólido e a turbidez também estão sendo acompanhados. Além disso, amostras da água, do sedimento e da biota (conjunto de todos os seres vivos da região) estão sendo coletadas e levadas para análise.

O trabalho de monitoramento recebeu o reforço da Marinha Brasileira, que levou o navio de pesquisa Vital de Oliveira para a foz do rio Doce, localizada no município de Linhares (ES). Os pesquisadores irão auxiliar na caracterização física, química, biológica e geológica da região.