O Ministério Público Federal do Espírito Santo (MPF-ES) solicitou, nessa terça-feira (11), a interdição imediata da ponte sobre o rio Aribiri, em Vila Velha. Desde agosto do ano passado, a equipe de reportagem ada Rede Vitória acompanha reclamações de moradores sobre a estrutura, que apresentava rachaduras/ buracos e parapeitos quebrados.
A decisão do MPF-ES é baseada no laudo apresentado pela Defesa Civil Estadual. O documento aponta que a ponte apresenta riscos à vida da população, e pede em caráter de urgência que a mesma seja interditada imediatamente.
Segundo o órgão, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) descumpriu compromissos firmados, como a recuperação estrutural da ponte e o laudo técnico, que atesta a segurança do trecho. O MPF também responsabiliza a Prefeitura de Vila Velha e aponta problemas na iluminação da via.
Por nota, a Prefeitura de Vila Velha informou que o local é de responsabilidade da União e disse, ainda, que não tem responsabilidade pela reparação da ponte. O DNIT informou que até o momento não foi oficiado sobre o assunto e que os serviços de reabilitação estrutural da ponte estão contemplados no programa pró-arte. Os projetos estão em fase de desenvolvimento e os serviços de manutenção da estrutura seguem em execução.
Laudo
Segundo o laudo da Defesa Civil, existe problema de ancoragem do bloco de fundação da ponte e eventuais problemas por flexão por causa da armadura. O documento explica que a flexão se caracteriza por uma ruptura que dá sinais antes da ocorrência do colapso. Já os problemas por esmagamento do concreto podem ocorrer de forma brusca, porém com avisos, como por exemplo, o desplacamento do cobrimento de concreto (caso similar ao ocorrido em um prédio que desabou recentemente em Fortaleza, no Ceará).
Além disso, o documento informa sobre a necessidade de uma iluminação mais eficiente e também alerta para o fato da pouca altura do guarda-corpo. “Pela extensão da pista de rolamento, algo em torno de 120 metros, sugiro que no projeto de alargamento da estrutura seja instalado guarda-corpo de proteção na parte interna da passarela de pedestres. Bem como um espaço maior para o fluxo de pedestres (a largura atual útil é da ordem de 70cm) e que todas e quaisquer medidas sejam tomadas por empresa e/ou profissional qualificados e habilitados, visto que o quadro é evolutivo com tendência ao agravamento”, diz o laudo.
O engenheiro que assina o laudo sugere o reparo e a manutenção imediata da ponte.
Com informações da TV Vitória/Record TV.