O motociclista José Cordeiro de Lima Neto, de 47 anos, que teve o pescoço cortado após ser atingido por uma linha com cerol, no bairro Ilha dos Ayres, em Vila Velha, continua internado. O estado de saúde dele, segundo familiares, é estável.
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O acidente aconteceu no último domingo (4), enquanto o homem realizava entregas. Ele é soldador e trabalha de carteira assinada, mas há cerca de um ano, decidiu trabalhar como motoboy para melhorar a renda da família.
A mulher da vítima contou à equipe de reportagem da TV Vitória/Record TV que José ainda não consegue falar, mas familiares e os médicos estão esperançosos de que ele consiga se recuperar o quanto antes.
Enquanto ele está internado no hospital Antônio Bezerra de Faria, a mulher não pode trabalhar, pois precisa dar atenção ao marido. Diante disso, a família pede ajuda para conseguir arcar com as despesas.
Quem puder ajudar, pode entrar em contato através do telefone (27) 99775-1584 e procurar por Rita, que é a esposa dele.
Motoboy precisou passar por traqueostomia
Testemunhas contaram que depois de ferido, o homem ainda chegou a percorrer cerca de 150 metros sem perceber o que havia acontecido. Um motorista, que estava atrás dele, percebeu o acidente e prestou os primeiros socorros.
“Ele teve lesão de traqueia. Pela minha ignorância, pelo pouco que entendi, quando a linha passou no pescoço dele, foi meio que dilacerando o músculo da traqueia. Então, teve que ter reconstrução de músculo de traqueia. Ele está com uma traqueostomia, correndo o risco de não falar nunca mais. Uma pessoa gozando de toda a saúde, alegre, falante e agora não pode falar”, contou a esposa dele.
No Espírito Santo, a fabricação e comercialização de cerol e da linha chilena são proibidas desde 2005. Por nota, a Prefeitura de Vila Velha informou que fiscaliza estabelecimentos que vendem material similar e, em caso de encontrar cerol ou linha chilena, o local tem o alvará caçado.
“A fiscalização atua também por meio de denúncia, em caso de venda pela internet ou outros meios, com auxílio da Guarda Municipal. Para denunciar o cidadão pode ligar para 162 (ouvidoria da PMVV) ou para 3149-7444 (central da Guarda Municipal)”, diz a nota.
Com informações do repórter da TV Vitória/Record TV, Caio Dias.