Os motoristas e cobradores que protestaram nesta segunda-feira (09) e também na última sexta-feira (06) poderão ser demitidos. De acordo com a assessoria de imprensa do O Sindicato das Empresas de Transporte Metropolitano da Grande Vitória (GVBus), os responsáveis pelo movimento de roleta livre serão identificados por videomonitoramento dos coletivos e terminais, para que possam ser punidos civil e criminalmente podendo inclusive ocorrer demissão por justa causa com base no artigo 482 da CLT, que fala sobre abandono do posto de trabalho.
A paralisação aconteceu porque os motoristas e cobradores tiveram os dias de trabalho cortados, devido a última greve que aconteceu no dia 09 de fevereiro. Na ocasião o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) declarou a greve ilegal e abusiva e autorizou o corte do ponto na folha de pagamento de fevereiro. O valor descontado foi de R$ 142,89 para motoristas, e de R$ 84,99 para cobradores.
O presidente do Sindirodoviários Carlos Roberto Louzada nega que essas paralisações estejam ligadas ao sindicato. Mas alega que vão recorrer da decisão do TRT. Também afirmou que não vão entrar de greve para não prejudicar o trabalhador.
“A gente vai recorrer, não vamos deixar cortar o ponto. Mas não vamos fazer greve, nada de baderna, porque a gente atrapalha a população e o trabalhador. E eu acredito na Justiça”, falou Louzada.
CATRACA LIVRE
Nesta manhã de segunda-feira (09) houve protesto no Terminal de Itaparica, no município de Vila Velha. Um grupo de cobradores e motoristas realizou uma paralisação das 4 horas até as 6 horas. Os coletivos também circularam por algumas horas sem cobradores.
A primeira manifestação aconteceu na última sexta-feira (06). Os motoristas e cobradores resolveram parar de circular em protesto ao desconto de dois dias de salário por conta da greve deflagrada em fevereiro. Alguns coletivos circularam sem os cobradores.
O corte do ponto dos rodoviários foi uma determinação judicial Tribunal Regional do Trabalho (TRT) que declarou a última greve ilegal e abusiva. No dia 09 de fevereiro a categoria parou 100% da frota sem aviso prévio como determina a Justiça.