A escolha pela retirada definitiva de pelos, através do laser, é cada vez maior, até porque o tratamento tem se tornado mais acessível. Mas como todo procedimento, é preciso tomar alguns cuidados. Nem toda pele reage da mesma forma.
Ercília Nogueira Gama teve um problema com depilação e ficou com marcas de queimadura em diversas áreas do corpo. Durante entrevista ao programa Fala Manhã, da TV Vitória/ Record TV, desta terça-feira (9), a médica dermatologista Juliana Drumond tirou dúvidas sobre o procedimento.
Entenda o caso
Ercília mora na Alemanha e, em passeio ao Brasil, pagou R$ 7 mil para fazer tratamento estético em uma clínica na Praia da Costa. Após fazer a 8ª sessão de depilação a laser, no dia 8 de abril, ficou com várias queimaduras pelo corpo.
Ela disse que fez boletim de ocorrência, procurou um clínico geral e uma dermatologista e recebeu laudos médicos e receitas para tratamento. “Minha pele ficou bem sensível na região onde houve a queimadura de segundo grau. Procurei um médico e agora estou cuidando, mas é traumatizante. No mesmo dia tive bolhas e não consegui dormir”.
Ercília disse que não se expôs ao sol. “A profissional foi trocada e aconteceu isso, mas eu já estava indo para a oitava sessão. Estava indo tudo bem, e eu estava adorando”, contou.
A médica dermatologista disse que o sol não poderia ter provocado a queimadura. “Se ela estivesse com a pele bronzeada antes da sessão, e a potência do aparelho não fosse bem ajustada, aí sim, a pele mais bronzeada tem mais chance de ser queimada, Mas isso pode ser ajustado no momento da sessão e, se a pele estiver muito bronzeada, não deve fazer a sessão”, esclarece.
Segundo o clínica, desde o início, a empresa deu toda assistência possível para Ercília, ofereceu a devolução do dinheiro investido e uma indenização. A empresa informou ainda que está à disposição para uma nova negociação com a cliente.
Como funciona a depilação a laser
Cada dia mais homens e mulheres se rendem à depilação a laser e isso é, principalmente, resultado de inovações tecnológicas que permitiram a democratização do procedimento a todo tipo de pele e, em especial, à redução da dor durante as sessões.
A técnica funciona da seguinte forma: um aparelho gera uma energia em um comprimento de onda com alta afinidade pela melanina, que é o pigmento presente nos pelos. Essa energia penetra no folículo piloso e destrói o bulbo, que é a parte responsável por sua formação. Por isso, quanto mais grosso e escuro é o pelo, melhores são os resultados. Em geral, são necessárias de seis a oito sessões para um bom resultado. O esperado é a eliminação superior a 90% dos pelos. Os fios restantes são finos e não causam transtorno estético. Então, o resultado é muito satisfatório para todos os pacientes submetidos ao tratamento.
Após um a dois anos do fim do tratamento podem surgir pelos novos, em pouca quantidade, que podem ser eliminados com uma sessão anual de manutenção. A real eficácia dos aparelhos utilizados para a depilação definitiva, no entanto, tem sido muito discutida, pois existem aparelhos oriundos de variadas tecnologias, que levam, assim, a diferentes resultados.
Dessa forma, antes de se submeter ao procedimento, fique atento a alguns pontos. Para um resultado eficaz, é necessário que o aparelho usado tenha como alvo específico o pelo. É o que acontece com o laser de diodo. Aparelhos mais fracos, como a luz intensa pulsada (fotodepilação), podem ser usados também para tratamento de manchas e vasos, mas não são específicos para este fim e, portanto, menos eficazes para depilação.
No caso dos equipamentos de fotodepilação, por não serem específicos no comprimento da onda, torna-se necessário maior número de sessões: mais de 10, em algumas situações, uma vez que a recidiva dos pelos é mais frequente e mais rápida. Também não são seguros para peles bronzeadas, pois, como a luz se dissipa para a pele, pode causar queimaduras, muitas vezes irreversíveis. Além disso, as manutenções precisam ser feitas com mais frequência e em menor intervalo de tempo, se comparados ao laser de diodo.
Vale destacar que, com o avanço da tecnologia, os aparelhos mais eficazes, com o uso do laser de diodo, também passaram a causar menos dor na aplicação. No caso do lightsheer duet, por meio da tecnologia assistida a vácuo, a pele é puxada para dentro do handpiece (ponteira que é levada à pele), causando seu esticamento. Esta ação “engana” as terminações nervosas evitando a sensação de dor. A pele sente a pressão do vácuo em vez do pulso do laser.
Além disso, o novo handpiece é quase 10 vezes maior que o antigo, tornando o tratamento muito mais rápido e confortável para os pacientes que desejam depilação de áreas externas como pernas, braços e dorso.
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