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Nível de rios que abastecem GV é baixo e população usa criatividade para reaproveitar água

A falta de chuva e a baixa na vazão dos rios que abastecem a Grande Vitória estão preocupando as autoridades e a população para o risco e racionamento

Rio Jucu, que abastece 60% da Grande Vitória, está com vazão em estado crítico Foto: ​TV Vitória

A falta de chuva e a baixa na vazão dos rios que abastecem a Grande Vitória estão preocupando as autoridades e a população para o risco e racionamento. A vazão do rio Santa Maria, que abastece 40% da região metropolitana da capital, está abaixo do nível crítico. Já no rio Jucu, responsável pelos outros 60% do abastecimento, a situação é de alerta.

A vazão média do rio Santa Maria nessa época do ano é de cerca de 9 mil litros de água por segundo. Este ano, a medida chegou a 3 mil litros por segundo, 20% abaixo do nível crítico. A altura da água está 70 cm abaixo do normal. As águas do rio são responsáveis por abastecer a área continental de Vitória, todo o município da Serra e Praia Grande, em Fundão

No rio Jucu, a vazão está no nível crítico, mas como o rio não possui barragem o impacto da estiagem é ainda é maior. Com isso, a população da Ilha de Vitória, todo o município de Vila Velha e quase todos os bairros de Cariacica podem ser prejudicados. “Não há riscos de desabastecimento, mas pode ocorrer um agravamento da situação, como ocorre em alguns municípios do Estado”, explicou o gerente de Infraestrutura da Agerh, Robson Monteiro.

Também devido à prolongada escassez de água no Estado e à falta de chuva, a Agência Estadual de Recursos Hídricos (Agerh) decidiu prorrogar por mais 30 dias as restrições para captação de água em 15 municípios. A medida, tomada no último dia 5 de outubro, visa dar prioridade ao abastecimento hídrico para a população.

Economizar é o lema

Diante desse cenário de crise hídrica e racionamento, a Companhia de Esgoto e Saneamento do Espírito Santo (Cesan) alerta à população a necessidade de economizar água dentro de casa. Alguns capixabas já estão adotando práticas simples que podem auxiliar na redução desse bem que anda tão escasso no Estado.

O aposentado Solemar Pereira da Vitória, por exemplo, criou uma forma de captar água pluvial no quintal de casa. Solemar encaixou uma mangueira em um furo feito na calha que transporta toda a água da chuva para um reservatório e depois a utilizar para limpeza geral da casa. “Se todo mundo fizer um pouquinho, o resultado só pode ser muito bom para o meio ambiente”, finalizou o aposentado.