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No sul do Espírito Santo protestos também impedem saída de viaturas e policiais dos batalhões

A manifestação teve início às 18h da última sexta-feira (3) em Cachoeiro, e foi aderida pelo 3º Batalhão em Alegre, no sul do Espírito Santo

No 9º Batalhão, em Cachoeiro, os policiais estão impedidos de deixar o quartel desde anoite da última sexta-feira (3) Foto: ​Reprodução

Os municípios do sul do Estado estão sem policiamento desde às 18h da última sexta-feira (3). Os familiares dos policiais militares estão nas portas dos Batalhões e Companhias e impedem a saída de viaturas do locais. O protesto é por tempo indeterminado e os manifestantes reivindicam reajuste salarial da categoria.

No 9º Batalhão, que atende os municípios de: Cachoeiro de Itapemirim, Castelo, Mimoso do Sul, Muqui, Atílio Vivácqua e Vargem Alta, os familiares estão concentrados desde às 18h da última sexta-feira (3).

“Os policiais entraram no quartel e assumiram o serviço, mas não vão sair, pois vamos ficar na porta por tempo indeterminado. Estamos mais ou menos em 40 pessoas e nos dividimos em dois grupos. Um está na porta do Batalhão e o outro na 1ª Cia, na Beira Rio. Lá, o policiamento ostensivo não foi para às ruas. A cidade está sem policiamento”, comenta a esposa de um policial.

No 3º Batalhão, em Alegre, o movimento teve início na manhã deste sábado (4) e não há policiamento na cidade Foto: ​Reprodução

Segundo ela, o movimento foi convocado pelos próprios familiares. “Todo o sul do Estado está aderindo. Vamos continuar aqui até termos um posicionamento oficial do governo. Nossos policiais tem o pior salário do país e estão há sete anos sem reajuste. Nos unimos à causa e vamos aguardar a sinalização do governo”, completa.

No 3º Batalhão, em Alegre, que compreende a região do Caparaó, os familiares começaram o movimento às 7h deste sábado (4). As Companhias e DPM também estão fechados pelos familiares dos militares.

Na 3ª Cia Independente de Marataízes, que compreende também Itapemirim e Presidente Kennedy, os policiais estão impedidos pelos próprios policiais de sair às ruas. Eles permanecem aquartelados e as saídas estão fechadas.