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"Rede pública e privada estão em colapso", diz secretário, em apelo para todos ficarem em casa no ES

Secretário de Estado da Saúde alerta para o alto índice de internações e ocupação de leitos nos hospitais do SUS e da rede particular

Foto: Reprodução

Confira o vídeo abaixo:

Em entrevista exclusiva à TV Vitória, o secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, admitiu, pela primeira vez, que tanto o sistema de saúde público e privado no Espírito Santo estão colapsando. Na mensagem, o secretário também reforçou que a população precisa colaborar para impedir a transmissão do coronavírus cuja pandemia, segundo ele, adquiriu um novo comportamento, mais letal.

“Na rede privada e na rede pública os sistemas estão colapsando. Estão num momento de resistência. O Brasil já colapsou. Nós estamos resistindo e precisamos da sua colaboração ´para que a gente não veja no Espírito Santo o que os outros países viveram e o que os outros Estados do Brasil viveram. Nós precisamos que você fique em casa e, se sair, use máscara.”

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MAIS LETAL

“Antes, o mesmo leito de UTI poderia ser utilizado por até 3,5 pacientes ao longo de 30 dias porque o tempo médio de permanência deles era menor, em torno de 8,5 dias. Hoje, o tempo médio de permanência na terapia intensiva aumentou para 12,5 dias. De maneira que, o mesmo leito só pode ser utilizado por 2,4 pacientes ao longo de 30 dias. Isso reduz a disponibilidade de leitos nas unidades de terapia intensiva das redes pública e privada, pois o comportamento é o mesmo em ambos os serviços”, reforçou.

Nésio Fernandes voltou a fazer um apelo para que a população fique em casa até o dia 31 de março, prazo inicial estipulado pelo governo para medidas mais extremas de fechamento no comércio e nas atividades sociais. 

“Eu quero fazer um apelo à população capixaba para que fique em casa e isole-se com sua família no domicílio. Não saia de casa a não ser para atividades essenciais. Hoje, dentro os 1.315 leitos disponíveis de UTI, em toda a rede pública do Espírito Santo, alcançamos 91,63% de ocupação. Uma condição crítica, limítrofe, que impede atender as pessoas independentemente da doença.”