Geral

Brasileiro acusado de matar homem em Portugal vai a júri popular

O julgamento ocorrerá quase 16 anos após o crime, com idas e vindas da ação penal ao longo desse período

Foto: Divulgação

Acusado de matar o português Vitor Manuel da Rocha Ferreira em solo europeu, no ano de 2007, o brasileiro Mário de Lima Egídio deverá ir a júri popular na próxima segunda-feira (8), a partir das 8h, no prédio da Justiça Federal, em Vitória. 

O julgamento ocorrerá quase 16 anos após o crime, com idas e vindas da ação penal ao longo desse período.

O crime pelo qual Mário responde, de homicídio qualificado, foi cometido a facadas. O réu morava em Sintra, em Portugal, mas fugiu para a capital capixaba logo depois do assassinato. 

Ele está preso preventivamente por ordem do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, a pedido do Ministério Público Federal.

>> Quer receber nossas notícias 100% gratuitas? Participe da nossa comunidade no WhatsApp ou entre no nosso canal do Telegram!

Segundo o MPF, os dois homens teriam se envolvido em uma discussão em um bar próximo à residência do réu à época.

Segundo testemunhas, a vítima tentou apartar uma briga entre outro brasileiro que o acompanhava e Mário, atingindo-o com uma garrafa. 

A desavença prosseguiu com xingamentos e objetos lançados, enquanto Mário dirigia-se a sua casa. De lá retornou com uma faca e desferiu três golpes na região do tórax de Vitor, que morreu no local. O crime constitui homicídio qualificado, uma vez que teve motivação fútil.

A demora

O agendamento da sessão do júri só foi possível depois que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) encerrou um conflito de competência entre as Justiças Federal e Estadual do Espírito Santo e definiu a atribuição do juízo federal para conduzir o processo.

Porém, os autos não ficaram paralisados à espera dessa decisão. No período em que a ação tramitou na esfera estadual, realizou-se toda a primeira fase do procedimento do júri, com apresentação de resposta da defesa e a coleta dos depoimentos de diversas testemunhas, algumas delas por meio de carta oficial a Portugal.

Os avanços obtidos até aqui serão aproveitados na sessão do dia 8, considerando-se a inviabilidade de colher novamente as declarações das testemunhas portuguesas. Haverá a reprodução dos relatos aos jurados, além do comparecimento previsto do outro brasileiro envolvido na briga.

Ao final, passada a etapa de debates entre acusação e defesa, sete dos 25 integrantes do júri serão sorteados para compor o conselho de sentença, que se reunirá reservadamente para definir o veredicto. 

O representante do MPF na sessão de julgamento será o procurador da República Gustavo Torres Soares.