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Dono de parque de diversões de Alegre é multado após acidente com crianças

Segundo o Crea-ES, o profissional que executou atividades no parque de diversões não é engenheiro; uma das vítimas, de 9 anos, ficou internada na UTI

Foto: Crea-ES | Divulgação

O proprietário do parque de diversões onde ocorreu um acidente com crianças em Alegre, no Sul do Espírito Santo, foi autuado pelo Conselho Regional de Engenharia (Crea-ES). Uma das vítimas, de 9 anos, ficou internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital em Vitória.

Os representantes do Crea-ES estiveram no local do acidente na tarde dessa terça-feira (07). Segundo o órgão, a empresa contratada para executar os serviços no parque não possui registro no Crea e o profissional que executou as atividades não é engenheiro e, portanto, também não possui registro no Conselho.

Dessa forma o proprietário do parque e o técnico em mecânica que executou os serviços foram autuados e enquadrados no artigo 6º alínea ‘A’, da lei 5.194/66 por exercício ilegal da profissão.

Art. 6º Exerce ilegalmente a profissão de engenheiro, arquiteto ou engenheiro-agrônomo:
a) a pessoa física ou jurídica que realizar atos ou prestar serviços público ou privado reservados aos profissionais de que trata esta lei e que não possua registro nos Conselhos Regionais;

Entenda o caso

As crianças estiveram em uma festividade no Parque de Exposição da cidade neste domingo (06). As duas foram arremessadas do brinquedo conhecido como “Twister” e, de acordo com a Polícia Militar, a trava de segurança soltou e as duas meninas, de 9 e 10 anos, foram jogadas para fora do brinquedo.

Elas foram socorridas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhadas inicialmente para o pronto-socorro da cidade.

Segundo a PM, estava sendo realizado um patrulhamento de rotina, quando então foi percebida uma movimentação estranha. Os agentes se aproximaram e testemunhas contaram que as crianças haviam sido lançadas do brinquedo quando ele atingiu a altura máxima. No local, os policiais acharam a cadeira que as meninas estavam e também a trave que prende a cadeira à estrutura.

As testemunhas ainda contaram que vários brinquedos do parque apresentaram problemas e que o carrossel, por exemplo, partiu ao meio com várias crianças embarcadas.

Foto: Divulgação Notaer

Também no dia do acidente, policiais que atenderam a ocorrência no Twister conversaram com o operador de brinquedos, o qual afirmou que as checagens de segurança foram feitas. O colaborador, bem como o dono do parque, foram levados à Delegacia de Alegre para prestar esclarecimentos. Em seguida, no entanto, foram liberados. Um inquérito policial foi instaurado para apurar os fatos.

A criança de 10 anos, que também chegou a ser internada, recebeu alta da unidade hospitalar do município e já se encontra em casa, em repouso. Apesar do ocorrido, segundo informações do Corpo de Bombeiros, o parque contava com alvará de funcionamento.

Segundo apuração da TV Vitória/Record TV, o prefeito da cidade, Nirrô Emerich, esteve, na segunda-feira (07), no hospital em que a criança ficou internada.

Por telefone, ele conversou com a mãe da menina, uma professora da rede municipal de educação, que contou que a criança está com um coágulo no cérebro. Apesar disso, está lúcida.

“A criança está estável. Conta com um coágulo no cérebro, mas está medicada. Na UTI estão avaliando a possibilidade do coágulo reduzir em 48h”, afirmou a autoridade.

Também segundo ele, toda a documentação exigida por lei foi apresentada pelo proprietário do parque de diversões, motivo que levou à liberação do funcionamento.

O que diz o Corpo de Bombeiros

À reportagem da TV Vitória/Record TV, o Corpo de Bombeiros Militar informou que o parque atendeu às normas de prevenção contra incêndio e pânico vigentes e que, por isso, tem alvará da corporação para funcionamento. O órgão informou também que a fiscalização dos equipamentos não é de competência da corporação. Veja nota na íntegra:

“O Corpo de Bombeiros Militar informa que, para a liberação do alvará da Corporação, o estabelecimento forneceu o Termo de Responsabilidade Técnica (TRT), assinado por profissional técnico registrado no Conselho Regional de Técnicos Industriais do Espírito Santo (CRT-ES) e com cadastro ativo junto ao CBMES. É de competência do Corpo de Bombeiros analisar se o estabelecimento atende às normas vigentes de prevenção contra incêndio e pânico, o que inclui rede elétrica adequada, instalação de extintores, sinalização de segurança e iluminação de emergência. Neste caso, específico, o parque também contava com equipe de brigadistas civis. Como o estabelecimento atendeu às normas de prevenção contra incêndio e pânico, obteve o Alvará do Corpo de Bombeiros. A avaliação do funcionamento mecânico dos brinquedos não é de competência do Corpo de Bombeiros Militar”.

Laís Magesky, editora de distribuição de redes sociais
Laís Magesky

Editora de Distribuição de Conteúdo

Formada em Jornalismo pela Faesa, atua como editora de distribuição de conteúdo e é responsável pelas redes sociais do Folha Vitória, conectando informação de qualidade ao público por meio das plataformas digitais.

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