Uma operação apreendeu 14 mil quilos de carne suína clandestina em Vila Velha, em péssimas condições de armazenagem, num frigorífico do bairro Ilha das Flores. Alguns produtos estavam podres e no chão havia muita sujeira.
A ação foi uma parceria entre equipes de fiscalização da prefeitura e do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf), na última sexta-feira (10) e teve resultado divulgado nesta segunda (13).
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Parte da mercadoria era revendida para supermercados da Grande Vitória. Segundo a equipe que esteve no local, funcionários tentaram impedir a entrada dos agentes e a guarda municipal precisou ser acionada.
“Nas câmaras de meias-carcaças de suínos, ficou evidenciada grande quantidade de costelas, toucinhos e outros cortes de carne (com e sem ossos), todos com aspecto de contaminação bacteriana, coloração amarelada e esverdeada, sendo que muitas peças já estavam em estado de putrefação. Além deste fato, foram constatados diversos produtos com data de validade já vencida”, informou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Everaldo Colodetti.
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A empresa, de acordo a prefeitura, possuía autorização somente para comprar e revender, mas não podia manipular a carne. Além das más condições de higiene, o frigorífico também é investigado por suspeita de falsificar o selo de inspeção municipal para enganar os consumidores.
O material foi recolhido pelo Idaf para descarte. No ano passado, a mesma empresa já tinha sido alvo de operação da Polícia Civil também por comercializar carne de forma clandestina.
Na época, foram apreendidas 15 toneladas de carne suína fracionada e embalada, que eram revendidas para 40 supermercados da Grande Vitória.
“Um entreposto poderia adquirir o produto totalmente embalado e revendê-lo, desde que não manipulasse o alimento. Não poderia abrir a embalagem. Essa empresa interditada fazia justamente o contrário: fracionava os pedaços, armazenava sem condições santitárias e sem licença para isso e os revendiam aos supermercados em embalagens com uma aparência de um produto aparentemente regular”, explicou, na época, o delegado titular da Decon, Eduardo Passamani.
Os proprietários do estabelecimento podem responder por crime contra a relação de consumo e por falsidade ideológica.
O Procon municipal informou que está tomando as providências para que a empresa seja responsabilizada.
O que diz a empresa
A empresa foi procurada, mas não atendeu aos telefonemas da reportagem. O espaço segue aberto para sua manifestação.
Com informações do repórter Rodrigo Schereder, da TV Vitória/Record TV