Com o aumento do número de golpes e vazamentos de dados, muitas pessoas só descobrem que estão com o nome sujo quando recebem um comunicado da empresa credora ou na hora de realizar um empréstimo.
O número do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) permite aos criminosos modificar cadastros, abrir contas, fazer empréstimos, solicitar cartões de créditos, entre outras infrações.
Sobre o assunto, o delegado titular da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos, Brenno Andrade, explicou que as pessoas devem desconfiar ao passar os dados cadastrais em especial em links suspeitos da internet.
“Não se deve passar a sites desconhecidos, já que eles podem usar para criar contas bancárias falsas, cadastros em operadoras de telefonia para fins de golpe, para criação de redes sociais e para pedir empréstimos fraudulentos”, destacou.
Além disso, a autoridade policial afirmou que ´é importante consultar o Registrato do Banco Central para ver se há contas bancárias associadas ao CPF, além de consultar no Serasa Experian e eventualmente verificar se há alguma dívida em aberto.
“Também é possível consultar o banco de dados do SPC, bem como o Dataprev e checar vazamentos com o Serasa Premium. Apesar disso, não há uma forma unânime de proteger os dados para que não sejam vazados, porque nossos dados são de fato usados por meio de bancos de dados. O que dá para fazer é checar se o documento está sendo utilizado indevidamente e, se verificar alguma alteração, registrar um boletim de ocorrência”, pontuou.
Porém, é possível se prevenir. Confira abaixo algumas dicas da Serasa:
1- Cheque se tem alguém usando seu CPF
Por meio do Registrato, uma plataforma gratuita do Banco Central, é possível verificar se o seu documento está sendo usado para abrir contas ou se há suspeitas em instituições financeiras que possam acender o alerta de possíveis fraudes.
Além disso, a ferramenta permite ver informações sobre financiamentos e cheques devolvidos, verificar as chaves Pix cadastradas em seu nome e dados sobre operações de câmbio e transferências internacionais. Para se cadastrar basta entrar no site do Banco Central .
2- Perdeu o documento ou foi roubado? Saiba se seu nome está sujo
Também é possível checar se o nome está sujo nas plataformas da Serasa e do SPC Brasil.
O serviço gratuito de consulta ao CPF é oferecido por meio de aplicativo — disponível no Google Play ou na App Store — e indica qualquer dívida que tenha sido registrada, restrições em seu nome, protestos em cartório, ações judiciais ou problema na situação cadastral.
3- Não compartilhe dados por telefone nem pelas redes sociais
O ideal é evitar passar o próprio número do CPF por telefone e também não deve-se fornecê-los em formulários nos quais esse tipo de informação não seja obrigatória.
4- Nunca perder de vista quando o documento é solicitado em loja
Outra dica importante é não permitir que funcionários de lojas usem documentos sem que você esteja presente.
5 – Cuide bem do documento
Procure guardar sempre no mesmo lugar, e evite circular com mais de um documento de identificação ao mesmo tempo.
6 – No mundo virtual, tenha atenção com sites suspeitos
Além disso, nunca clique em links que são enviados por mensagens de desconhecidos e não forneça o número do CPF.
7- Orientações em caso de perda ou roubo
Em caso de perda ou roubo, a orientação é fazer um BO (Boletim de Ocorrência) na delegacia de polícia mais próxima ou pela internet relatando o ocorrido.
Se surgir algum problema devido ao uso inadequado de seus dados, você poderá comprovar que não estava mais com a documentação.
Deve-se também entrar em contato com o banco para bloquear cartões e cheques perdidos, além das contas e meios de acesso a movimentações bancárias, como a chave do Pix.
*Com informações do R7