Após mais de uma semana com 100% da frota paralisada, os ônibus do sistema municipal de Vitória voltaram a circular, mas parte dos coletivos ainda permanece na garagem, já que os funcionários da empresa Tabuazeiro, onde foi iniciado o movimento, continuam de braços cruzados. As empresas Grande Vitória e Unimar operam normalmente nesta quarta-feira (06).
Os funcionários aguardam uma solução para o problema no atraso do pagamento que, segundo os próprios rodoviários, não acontece desde o início de abril, quando deveriam ter recebido o valor referente ao mês de março. No dia 20, quando é pago o adiantamento e o auxílio alimentação, os valores também não teriam sido depositados.
A Secretaria de Transportes, Trânsito e Infraestrutura Urbana de Vitória (Setran) disse que a expectativa é que os veículos da Viação Tabuazeiro também circulem nos próximos dias. A Setran ressalta que, para aliviar o fluxo de caixa das empresas de ônibus, estuda a possibilidade de adquirir, por antecipação de crédito, vale-transporte dos servidores, proposta que já está em análise jurídica na Procuradoria Geral do Município, respeitando os prazos legais.
A manifestação
O movimento começou no dia 23 de abril, com os funcionários da empresa Tabuazeiro. Poucos dias depois, motoristas e cobradores das outras duas empresas que operam o sistema também resolveram cruzar os braços.
No dia 28, a Justiça do Trabalho determinou que as empresas voltassem a operar nas ruas. Pela liminar, o Sindicato dos Rodoviários do Espírito Santo (Sindirodoviários-ES) deveriam manter a prestação de serviços e que os ônibus do sistema de transporte coletivo de Vitória.
O pedido de liminar para a volta da circulação partiu do Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Espírito Santo (Setpes). A determinação conta com os seguintes termos: os empregados das empresas Viação Grande Vitória e Unimar Transportes, devem manter em circulação a integralidade, ou seja, 100% da frota programada para circular durante o período de pandemia do novo coronavírus, uma vez que já se encontra operando de forma reduzida.
Em relação aos empregados da empresa Viação Tabuazeiro, deveria ser mantido o percentual correspondente a 30% da frota programada para circular atualmente, também reduzida em razão da pandemia. Os veículos deverão circular com a integralidade de empregados necessários à plena operação das linhas de ônibus.
Na segunda-feira (04), uma reunião entre o Ministério do Trabalho, o sindicato patronal e o Sindirodoviários foi realizada para propor uma solução para os problemas do pagamento do salário. Motoristas e cobradores dizem que estão aguardando pela proposta passada durante nesta reunião.