Os impactos da lama da Samarco na Foz do Rio Doce após a ruptura da barragem de Fundão, em novembro de 2015, serão avaliados em projetos de pesquisa coordenados por pesquisadores do Espírito Santo, que também buscarão soluções para recuperação da região.
Ao todo, serão R$ 12 milhões de investimento do Governo do Estado e outros parceiros. Segundo o Secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Aladim Cerqueira, o objetivo é fortalecer as pesquisas em relação ao meio ambiente e intensificar esses projetos dentro das universidades.
“Nós precisamos de um conhecimento novo, tanto para o monitoramento dessa região quanto para medir os impactos da região do Rio Doce e esse conhecimento vem das universidades. Temos muitos desafios, mas com esses projetos vamos conseguir ampliar o monitoramento dentro da região marinha que abrange a Foz do Rio Doce, além de conhecimento de como estão os peixes no local e soluções de repovoamento”, explicou.
Os projetos foram apresentados nesta quarta-feira (7) em uma reunião na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Na ocasião, foram assinados outorga de quatro projetos ligados às instituições de ensino, além da divulgação do resultado do edital que beneficia 16 projetos de pesquisa em rede entre Minas Gerais e Espírito Santo e a lista de projetos na área de meio ambiente. Também foi apresentando um projeto de mapeamento da Costa do Espírito Santo, para trazer um conhecimento do impacto do acidente e encontrar soluções para alguns dos problemas causados.
A outorga para as pesquisas serem iniciadas foi assinada durante a reunião e agora os pesquisadores tem até 48 meses para apresentar resultados. Ainda de acordo com o secretário, um outro desafio é fazer com que os resultados cheguem até as comunidades.
“Agora serão feitos workshops ano a ano para ver os resultados. Temos um desafio que é fazer com que esse conhecimento chegue até a comunidade. Pretendemos fazer um na área de Regência para eles terem conhecimento do que será feito na região”, afirmou.