Petroleiros do Estado resolveram cruzar os braços nesta sexta-feira (5). A paralisação foi definida em uma reunião do Sindicato dos Petroleiros do Estado (Sindipetro-ES) em São Mateus, Norte do Estado, nesta manhã. A previsão da Federação Única dos Petroleiros (FUP) é de que Amazonas, Minas Gerais, Pernambuco, Bahia e São Paulo também tenham movimentos grevistas nesta sexta. O objetivo, segundo o Sindipetro-ES, é chamar a atenção para a política de tratamento aos trabalhadores adotada pela Petrobras.
O presidente do Sindipetro-ES, Valnisio Hoffmann, explicou que os trabalhadores estão insatisfeitos com algumas posturas da estatal do petróleo. “A Petrobras vem descumprindo acordos coletivos e também não está seguindo os protocolos de combate à pandemia. Temos petroleiros embarcados que relatam sintomas aos médicos, mas não são imediatamente desembarcados e colocam outros trabalhadores da plataforma em risco”, explicou Hoffmann
Outro motivo reivindicado pela categoria está relacionado à quebra de um acordo entre a Petrobras e os trabalhadores que entraram em greve em fevereiro de 2020. Segundo Hoffmann, a estatal se comprometeu a criar um banco de horas para que os trabalhadores pudessem compensar os dias em que fizeram greve. Porém, em janeiro deste ano, a empresa descontou as faltas.
“É um absurdo essa decisão unilateral que descumpriu o acordo e ainda descontou tudo de uma só vez. Há trabalhadores sem salário em meio à pandemia por causa desses descontos indevidos”, explicou Hoffman.
Venda de refinaria na Bahia
Também será retomado um movimento na Bahia, em oposição à venda de uma refinaria no estado. A paralisação começou no último dia 18 de fevereiro, mas foi suspensa para retomada de negociações com a estatal – segundo a FUP, porém, as conversas não avançaram.
Conforme comunicado da federação, a greve foi aprovada por assembleias realizadas desde a semana passada pelos sindicatos filiados à FUP. Em São Paulo, a adesão ocorrerá nas unidades de Mauá e Campinas.
“A greve também foi aprovada pelos trabalhadores da Unidade de Xisto do Paraná (SIX), que devem iniciar o movimento nos próximos dias, assim como na Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco”, disse a FUP acrescentando que, em outras bases de sindicatos, as assembleias ainda estão em andamento.
Entre as pautas da greve, a federação menciona “jornadas exaustivas e multifunções no trabalho presencial e remoto; exposição à contaminação por covid-19”, além da venda de ativos pela estatal, classificada como “privatização aos pedaços”.
Com informações do R7