A Polícia Federal de Minas Gerais divulgou na manhã desta quinta-feira (9) que concluiu o inquérito sobre o rompimento da barragem de Fundão em Mariana (MG) e a contaminação do Rio Doce. Segundo informações da polícia, oito pessoas e três empresas foram indiciadas por crimes ambientais e danos contra o patrimônio histórico e cultural.
Ainda de acordo com a corporação, o inquérito foi finalizado depois que o Superior Tribunal de Justiça decidiu pela competência federal para o julgamento do caso, após todos os procedimentos terem ficado suspensos por mais de dois meses.
Em nota, a Samarco disse só teve acesso ao laudo da Polícia Federal no final da tarde desta quinta-feira, mas, com relação às informações divulgadas pelos meios de comunicação, esclarece que a empresa repudia qualquer especulação sobre conhecimento prévio de risco iminente de ruptura na Barragem de Fundão.
“A barragem sempre foi declarada estável. Em nenhuma oportunidade, qualquer inspeção, avaliação, relatório de consultorias especializadas internas ou externas registraram ou fizeram qualquer advertência de que a operação da barragem estivesse sujeita a qualquer risco de ruptura”, diz a nota.
A empresa disse ainda que a barragem estava licenciada até a cota 940 metros, em relação ao nível do mar, sendo que no dia do rompimento estava em 898 metros. “Ou seja, a barragem nem sequer tinha alcançado ainda a cota de 920 metros prevista no projeto original”.
Com informações do R7