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Por que as pessoas mentem tanto? Psicóloga explica

A psicóloga Letícia Santana afirma que, além de ser considerada um mecanismo de proteção, a mentira pode ser uma compulsão, a "mitomania"

Foto: Reprodução/ Freepik

Seja no ambiente profissional, seja no dia a dia com amigos e familiares, a mentira faz parte da rotina de todos. De pequenas a grandes mentiras, as pessoas mentem em frente a diferentes situações e com diferentes propósitos.

Um caso grave e recente de mentira que foi estampada nos jornais de todo o país foi o do ator Thiago Rodrigues. Ele afirmou que foi espancado durante um assalto, entretanto, o ator teria sofrido uma queda e bateu a cabeça.

Mas, afinal, por que as pessoas mentem? Em entrevista ao programa Fala ES, da TV Vitória/ Record TV, a psicóloga Letícia Santana afirma que, além de ser considerada um mecanismo de proteção, a mentira pode ser uma compulsão, a “mitomania”. 

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“A mentira vem como mecanismo de proteção e vem com a gente na espécie humana. Mas acaba atrapalhando quando acontece em atos deliberados. As pessoas fazem em situação de conforto, ou beneficiar alguém”, destacou”. 

A especialista explica que o ato de mentir começa quando o indivíduo começa a ter consciência como ser humano, a partir da observação de terceiros. Diante disso, a partir disso, cabe ao adulto fazer os recortes e ser o mediador social. 

“As vezes a criança fala uma mentira de maneira não maliciosa, eles utilizam como maneira de proteção, para até mesmo não serem punidos diante da ação errada. Eles são muito intuitivos, pode ocorrer sem maldade”, descreve a psicóloga.

Mentira não pode tornar hábito

Segundo a psicóloga, em algumas pessoas, o hábito de mentir fica tão enraizado que passa a ser parte do cotidiano, quase como um vício. “Mentir compulsivamente é uma doença conhecida como mitomania, na ação, a pessoa nem sabe mais o motivo pelo qual está mentindo”, explicou.

Além disso, descreve que no transtorno, o indivíduo a pessoa realmente acredita naquilo que ela está passando. “Ela passa a entrar na história, acredita em todo o contexto e até briga com quem vai duvidar, mas mentir gasta muita energia, dando consequências físicas até para a pessoa”, ressalta. 

Ainda segundo a psicóloga, as vezes a pessoa mente para sair de um desconforto, mas médio e longo prazo a mentira não compensa. “A mentira tem perna curta, mas as vezes a mentira convêm e convence”, finaliza a especialista. 

Sanções para a mentira na lei

O advogado Marcos Vinicios Sá, explicou que na legislação penal brasileira, são presentes sanções para quem mente. A imputação do crime vai depender do tipo de ação e o que foi falado para a autoridade policial.

“Dois crimes podem ser pensados no país: o crime de comunicação falsa de crime ou de contravenção ou a denunciação caluniosa a alegação de irregularidade que é falsa e ou de outra forma não apoiada por fatos”, descreveu.

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Repórter do Folha Vitória, Maria Clara de Mello Leitão
Maria Clara Leitão Produtora Web
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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário Faesa e, desde 2022, atua no jornal online Folha Vitória